Um pedacinho que muitos levaram... Um pedacinho que muitos outros deixaram... E um pedacinho mais que vem de dentro...
sábado, outubro 02, 2010
quarta-feira, setembro 29, 2010
Coração em mudanças.
E era capaz de empacotar todas as recordações, reciclar cicatrizes e partir com o meu coração às costas... No entanto, ele pesa toneladas... Não quer adaptar-se a outro lugar... Diz ter medo, da solidão dos dias... E principalmente das noites... Em que teria que encontrar mesas, camas e sofás vazios... Saborear pratos sem opiniões e filmes sem rescaldos...
Não saberia mais bater sem ter por perto o sopro de vida dele, que é também o meu. Sem ter os corações que batem em harmonia com ele...
E vivo na guerra entre ele e a minha consciência, que me faz perder noites de sono... Que quer a todo custo encontrar uma outra almofada que a deixe dormir de noite, não porque esta seja dura... Mas por ela ser dura demais com ela mesma.
Por achar que o coração dela é pequeno demais, por o diminuir a cada dia... Por se agredirem mutuamente, numa luta para que um deles sempre prevaleça.
Não digo que ganhe o melhor... Mas que ganhe aquele que conseguir ceder. Aquele que aceitar caminhar de mãos dadas com o outro, rumo a um lugar, ou até este mesmo, onde ambos possam respirar o mesmo ar. Felizes.
Não saberia mais bater sem ter por perto o sopro de vida dele, que é também o meu. Sem ter os corações que batem em harmonia com ele...
E vivo na guerra entre ele e a minha consciência, que me faz perder noites de sono... Que quer a todo custo encontrar uma outra almofada que a deixe dormir de noite, não porque esta seja dura... Mas por ela ser dura demais com ela mesma.
Por achar que o coração dela é pequeno demais, por o diminuir a cada dia... Por se agredirem mutuamente, numa luta para que um deles sempre prevaleça.
Não digo que ganhe o melhor... Mas que ganhe aquele que conseguir ceder. Aquele que aceitar caminhar de mãos dadas com o outro, rumo a um lugar, ou até este mesmo, onde ambos possam respirar o mesmo ar. Felizes.
quinta-feira, setembro 23, 2010
Era uma vez... Nós.
Lembro-me daquela tarde como se fosse hoje, sabias? O céu estava tão pintado de cinzento como hoje.
Lembro-me de fazer aquela viagem de comboio e saber bem lá no fundo que era a última que fazia para te ver... Sabes, uma mulher sente, sabe, quando as coisas acabam... A cabeça renega-lhes o que o coração sussurra... Mas uma mulher sempre sabe... E sim, eu sabia...
Lembro-me do teu sorriso... Guardei comigo um sorriso fotográfico, eu acredito que o sorriso é o melhor que podemos guardar de alguém...
Lembro-me das pernas me tremerem literalmente enquanto descia do comboio...
E das lágrimas que me escorriam e queimavam o rosto enquanto te via afastares-te sempre a olhar para trás...
Minutos depois o comboio partiu...
Sem retorno...
Runaway train...
2004
Lembro-me de fazer aquela viagem de comboio e saber bem lá no fundo que era a última que fazia para te ver... Sabes, uma mulher sente, sabe, quando as coisas acabam... A cabeça renega-lhes o que o coração sussurra... Mas uma mulher sempre sabe... E sim, eu sabia...
Lembro-me do teu sorriso... Guardei comigo um sorriso fotográfico, eu acredito que o sorriso é o melhor que podemos guardar de alguém...
Lembro-me das pernas me tremerem literalmente enquanto descia do comboio...
E das lágrimas que me escorriam e queimavam o rosto enquanto te via afastares-te sempre a olhar para trás...
Minutos depois o comboio partiu...
Sem retorno...
Runaway train...
2004
segunda-feira, setembro 06, 2010
Parafusos fora do sítio...
Tenho aquela dor que magoa, que gira a faca no peito, para a esquerda e direita... A tentar desaparafusar parafusos moídos, que já nada apertam mas remoem...
Aquela dor seca, que é molhada por lágrimas enxutas, que já só da memória caem. Não porque goste de ti. Mas porque tenho saudades. Do que tinha... E não mais tenho.
Aquela dor seca, que é molhada por lágrimas enxutas, que já só da memória caem. Não porque goste de ti. Mas porque tenho saudades. Do que tinha... E não mais tenho.
domingo, julho 25, 2010
Pega no telefone e liga-lhe.
Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder.Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e àridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens agora que não estão juntos.
Pega no telefone e liga-lhe, se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem.
Ou então escreve-lhe um sms a dizer que queres estar com ele.
Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas.
Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor.
E cada vez que deixares o medo entrar nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos...
Ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro.
A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua.
Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias?
Nunca se sabe o que é o dia de amanhã, por isso não percas tempo, pega no telefone e liga-lhe.
Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira – E é tão estranha a forma como os homens gostam de nós – ainda gosta de ti.
Mesmo que ja não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele quando a vida te obrigar a desistir deste amor.
Ele está longe, mas olha para ti por entre memórias, presentes e flores.
À noite, entre sonhos alterados pelo alcoól e as drogas leves, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças.
Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti...
Na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.
Pega no telefone e liga-lhe.
Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não.
Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO.
Pede-lhe uma resposta para o teu coração.
Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, sem saberes nem como nem quando elas vão cair.
Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe...
Ligas as vezes que forem precisas...
Até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejas ouvir.
Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas.
A vida e' tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela.
E nunca deixes de sonhar que um dia...
Vais encontrar alguém mais proximo e mais generoso que te ensine a ser feliz...
Mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho.
Muda de vida.
A vida vai mudar contigo.
[MRP]
domingo, julho 04, 2010
Procurar-te-ei...
«Procurar-te-ei até te encontrar, mesmo que só te encontre em corpos onde não estás...»
Como se diz tanto, em tão pouco.
sábado, maio 15, 2010
Vidas ao contrário
Cruzo-me com aqueles que tanto gostam de mim e que nunca vão ser meus... Aqueles que nunca serei capaz de amar e provavelmente me vão amar por toda a vida...
Conheço pessoas lindas, que fazem questão de mostrar o seu carinho e apreço por mim... E no entanto, nada me dizem, senão o imenso respeito que tenho por elas e pelos seus sentimentos por mim...
Amei aqueles que hoje já tem as suas "tais"...
Aqueles que nunca me poderiam nem saberiam amar...
E ainda aqueles que nem sabem que existo...
Vivo com aqueles que gosto...
Aqueles que pegaram em mim ao colo...
Aqueles que me ensinaram a distinguir o bem do mal... O certo do errado...
Dou-me aqueles que nunca me vão abandonar...
Entrego-me por vezes a quem sei que está de partida.
E no entanto, com tanto que dou, que recebo e que perco, sou eu.
Conheço pessoas lindas, que fazem questão de mostrar o seu carinho e apreço por mim... E no entanto, nada me dizem, senão o imenso respeito que tenho por elas e pelos seus sentimentos por mim...
Amei aqueles que hoje já tem as suas "tais"...
Aqueles que nunca me poderiam nem saberiam amar...
E ainda aqueles que nem sabem que existo...
Vivo com aqueles que gosto...
Aqueles que pegaram em mim ao colo...
Aqueles que me ensinaram a distinguir o bem do mal... O certo do errado...
Dou-me aqueles que nunca me vão abandonar...
Entrego-me por vezes a quem sei que está de partida.
E no entanto, com tanto que dou, que recebo e que perco, sou eu.
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