quinta-feira, maio 05, 2011

Uma amiga chamada... Champagne.

A vós, mulheres, um brinde.
Porque sabem quando nos apetece ficar de mão dada a uma
garrafa de champagne, enterradas no sofá, com longas conversas, profundamente vagas.
Não porque tenhamos algo para celebrar.

...Mas porque queremos esquecer...

No fim de contas.... Apenas esquecemos que...

Somos sempre um copo meio cheio. Nunca um copo meio vazio.


sexta-feira, março 18, 2011

Depois de um tempo...

Deixas de apontar o dedo, perdoas, abres mão da mágoa e escondes as cicatrizes... Mais do que isso, começas a acreditar que afinal a outra pessoa até podia ter a razão dela. É o ponto de viragem. Vives com indiferença. A Paz acaba por chegar. Um dia acordas e lembras-te, mas simplesmente já não sentes nada.

Ir embora por vezes significa começar de novo. Mudar para melhor. Aliás. Significa sempre.
Hoje, também eu era capaz de bater a porta atrás a mim, pegar nas minhas coisas e sair, tal como tu. Afinal, a cobardia mora em que se resigna. "Home is where your heart is." Não sei em concreto onde ele está neste momento, mas sei que aqui não é mais aquilo a que eu chamo lar.



quinta-feira, janeiro 20, 2011

Na corda bamba...


Quando somos movidos da nossa confortável caminhada e colocados sobre uma corda bamba, sem rede por baixo para nos amparar, sem ninguém para nos suportar na queda...
O nosso coração acorda, o nosso cérebro corre a velocidades doidas, e sabemos que no momento da nossa queda, quer para um lado, quer para o outro, o mundo parará para nos ver cair... Nunca sabemos quais os que irão bater palmas, quer pelo sucesso, quer pelo fracasso. Palmas de felicitação. Ou de sarcasmo.
É quando estamos sobre essa corda, ou com ela no pescoço, que facilmente nos apercebemos do peso de cada escolha da nossa existência, do peso de cada pessoa, e quais as consequências que cada jogada no nosso tabuleiro de xadrez chamado vida, tem.
Temos sempre duas opções, temos sempre dois caminhos... Apenas numa corda. E... Temos pessoas, e não existem más nem existem boas.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Last night somebody saved my soul.

Há dias da nossa vida que nascem para nos iluminar, literalmente. Para que nunca mais adormeçamos iguais.
Ontem foi um desses dias.
Alguém salvou a minha alma. Me recordou que eu tenho Luz própria. Que não preciso nem vivo à sombra da Luz de ninguém.
Às vezes esqueço-me que também eu brilho. Esqueco-me de mostrar isso a quem me rodeia.
Mas não é tarde. Novo amanhã, começa hoje mesmo.
Hoje vou brilhar. Amanhã. Depois.
Desculpem se o meu brilho cegar, mas não vou mais deixar de o fazer. Quem vagueava cegamente era eu.
Esqueci-me dos princípios, os valores e os ideais que carrego, com os quais me visto.
Esqueci de vos dizer que sou dona de uma força inabalável.
Esqueci-me.
Mas hoje estou para aqui para vos dizer que vou fazer ouvir a minha voz, num timbre mais grave.
Vou deslizar descalça e terei a mesma altura.
Não usarei na mesma óculos escuros mas verão finalmente a cor dos meus olhos.
Não serei mais "politicamente correcta" ao ponto de ficar muda quando sei exactamente o que dizer.
Não ignorarei mais faltas de apreço, respeito, nem juízos de valor acerca da "Liliana". Sim, porque eu Adoro o Meu nome, do primeiro ao último, e como tal, exijo-lhe respeito.
E a todos quantos me conhecem a essência, por todos os momentos em que a viram turva... Desculpem, mas a guerra entre mim e as minhas máscaras acabou.

Because Last Night Somebody Saved my soul. My Life.

sábado, outubro 02, 2010

Há dias...

"Há dias, sabes, em que gostava de ser como o gato e que me tocasses sem desejar encontrar quaisquer sentimentos a não ser o que se exprime num espreguiçar muito lento - um vago agradecimento? - e que depois me deixasses deitado no sofá sem que nada pudesses levar da minha alma, pois nem saberias o que dela roubar.."


( Pedro Paixão)

quarta-feira, setembro 29, 2010

Coração em mudanças.

E era capaz de empacotar todas as recordações, reciclar cicatrizes e partir com o meu coração às costas... No entanto, ele pesa toneladas... Não quer adaptar-se a outro lugar... Diz ter medo, da solidão dos dias... E principalmente das noites... Em que teria que encontrar mesas, camas e sofás vazios... Saborear pratos sem opiniões e filmes sem rescaldos...
Não saberia mais bater sem ter por perto o sopro de vida dele, que é também o meu. Sem ter os corações que batem em harmonia com ele...
E vivo na guerra entre ele e a minha consciência, que me faz perder noites de sono... Que quer a todo custo encontrar uma outra almofada que a deixe dormir de noite, não porque esta seja dura... Mas por ela ser dura demais com ela mesma.
Por achar que o coração dela é pequeno demais, por o diminuir a cada dia... Por se agredirem mutuamente, numa luta para que um deles sempre prevaleça.

Não digo que ganhe o melhor... Mas que ganhe aquele que conseguir ceder. Aquele que aceitar caminhar de mãos dadas com o outro, rumo a um lugar, ou até este mesmo, onde ambos possam respirar o mesmo ar. Felizes.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Era uma vez... Nós.

Lembro-me daquela tarde como se fosse hoje, sabias? O céu estava tão pintado de cinzento como hoje.
Lembro-me de fazer aquela viagem de comboio e saber bem lá no fundo que era a última que fazia para te ver... Sabes, uma mulher sente, sabe, quando as coisas acabam... A cabeça renega-lhes o que o coração sussurra... Mas uma mulher sempre sabe... E sim, eu sabia...
Lembro-me do teu sorriso... Guardei comigo um sorriso fotográfico, eu acredito que o sorriso é o melhor que podemos guardar de alguém...
Lembro-me das pernas me tremerem literalmente enquanto descia do comboio...
E das lágrimas que me escorriam e queimavam o rosto enquanto te via afastares-te sempre a olhar para trás...

Minutos depois o comboio partiu...
Sem retorno...



Runaway train...

2004