sábado, junho 15, 2013

terça-feira, junho 11, 2013

Alturas?

Sempre gostei das alturas.
De sonhar alto.
De pensar em grande...
Nunca tive vertigens.

E como podem existir pessoas tão pequenas que não são nem da sua altura...?

É tudo uma questão de... Medidas.

Ou de épocas, com e sem alturas do ano.

Ou são apenas devaneios. Sem tamanho, sem medida. Apenas são.

domingo, junho 09, 2013

Home is...

Eu sabia que um dia ia embora.
Que um dia acordava e já não estavas aqui. Nem eu.
Que aqui não era mais a tua casa... Nem a minha.
Minha, talvez vá ser sempre...
Mas, não moras mais dentro de mim.
"Avisei-te."
Tal como me avisei a mim.
Quase te expulsei, tenho consciência, sim.
Foste embora e deixaste as tuas coisas. Memórias e frases soltas pelo chão.
Tropecei em ti em cada canto, em cada caco.
O teu perfume ainda vagueia pela casa mas fiz questão de abrir as janelas da minha alma.
Sacudi os tapetes, queimei os lençois e lavei-te dos meus cabelos.
Tirei de mim o peso que fazias nos meus ombros.
Tirei a maquilhagem que me camuflava o olhar. Uns olhos tristes podem ser tristes que ainda assim são bonitos, se o que houver neles for sincero.
Descalcei os saltos altos em que me punhas a alma. Sabes que hoje tenho os pés no chão e sou da mesma altura?
Rasguei as folhas dos livros de memórias. Os dos sonhos também; não quero nem reciclar.
Parti copos; não há nada mais a que possamos brindar.
Esfreguei até ao ultimo fôlego as tuas pégadas dos meus chãos.
Ou dos que costumavam ser meus...
Porque aquela não é mais a tua casa... Nem nossa. Nem tão pouco a minha.
Apenas a minha alma é minha, e o meu coração, um dia, apenas foi o teu albergue.

"Home is where your soul is."

quinta-feira, junho 06, 2013

Cheers

A vida deu-me uma garrafa. Enchi-lhe o copo e partilhamos.
Fizemos planos, rimos e brindamos.
Mesmo bêbeda, insisti em ser eu a conduzi-la, pois ninguém conhece melhor os meus caminhos, apesar das estradas serem dela, vida.

quarta-feira, junho 05, 2013

Dormente

Hoje vou adormecer pensando que o MM tinha razão.
A parte mais difícil não é fazer malas, não é bater portas, nem tão pouco ir embora...
A parte difícil?
É não olhar para trás.
É colar os olhos na frente...
Levantar o queixo...
É contrariar a tendência de olhar o vazio e recordar em flashes de memória o que costumava estar naquele lugar...
É esse vazio que mata, que dói e enlouquece...
Outras vezes, nem é o vazio...
São as sombras no vazio. As que ficam.
As que dançam pelas paredes, e correm na sombra.
Umas vezes uns passos à frente, outras, uns atrás, nas memórias.
Outras como se estivessem lado a lado com a saudade.
E elas chamam por nós.
Chamam pelo nome.
E amarram-nos pelo coração.
Consegues não olhar quando dizem o teu nome?
Consegues ficar indiferente?
E quando ouves o eco da tua própria voz quando o pronuncias o teu nome?...
Sabes o quanto custa fingir?...
Não ouvir...
Não reconhecer...
Fingir que nem sequer importa?...
Custa...
Custa tanto como as palavras que eu gostava de dizer e não posso...
O orgulho que eu gostava de engolir e não consigo...
As saudades que eu não queria sentir e cultivo.
O carinho que eu não queria brotar e continua a crescer.
O silêncio que eu queria quebrar e alimento...
Os juízos de valor que eu abomino e faço sem querer.
As memórias que eu queria apagar e sublinho.
O que eu procuro esquecer e só me encontro quando recordo...
O que eu queria abraçar e afasto...
O que eu queria dizer e escrevo...
O que eu queria escrever e afogo...
Os sonhos que eu queria sonhar...
E os que eu queria viver...
O que eu queria ouvir...
O que eu queria ver e quase cego...
O que eu queria mostrar e escondo...
O que eu queria dormir, e nunca consigo adormecer.
Porque não há melodias que não embalem sentimentos, que não despertem emoções, e que não sussurrem "boa noite" como quem chama por mim.

segunda-feira, junho 03, 2013

quarta-feira, maio 29, 2013

Pedaços de Alma

Almas que fariam toda diferença, existem.
Pessoas que brilham por si só, que tem a chama, que tem o brilho, que tem sempre o sorriso como forma habitual de expressão.
Existem.
Tenho uma pessoa dessas na minha vida, que hoje tem a alma aos pedaços. Sei, porque a minha chorou com ela. Creio que elas se falam todos os dias porque somos sempre os mesmos, independentemente das vezes que o sol se deite e levante, sem nos falarmos na verdade...
Mas sinto saudades, muitas vezes, e sinto muitas.
Fazes falta na minha vida...
Fazem-me falta aquelas noites na conversa até de manhã, na partilha dos sorrisos, das palavras, dos sonhos mas acima de tudo, na partilha das forças. 
Da dor, das lágrimas, das angústias. 
Na partilha da Luz, sempre tivemos tanta para dar um ao outro.
Lembras-te?
Lembras dos textos? 
Das músicas... 
De como me ensinaste a ligar o carro?... 
Das nossas receitas... 
Dos planos... 
Das ambições...


E esta pulseira, lembras?  
Trago-te sempre nela, e trago-a tantas vezes comigo.
Estás sempre lá M. Sempre. 


Lembro-me de ti tantas vezes. Falo em ti tanta vez, e sinto sempre o mesmo carinho. 
Só faltou termos nascido da mesma barriga, mas "As Guerreiras" são ambas perfeitas. 
Lembro-me daquela tarde de Janeiro em que nos recebemos com um abraço, e tenho a certeza que dali ao último suspiro, te estarei a abraçar a vida inteira.


Não tenho mais do que palavras para te dar, e mesmo elas nunca disseram nada a ninguém...
Mas hoje, eu quero estar aqui, mais do que nos outros dias, porque acredito que a vida um dia tem de ser generosa contigo... 
Venho de sorriso no coração e de coragem nos lábios, pedir:
Peço que amanhã não abras mão da Fé.
Quero que amanhã ou daqui a 5 anos estejas de queixo erguido, porque tu és do melhor que já se pintou na tela da vida.
Sabes quantos no teu lugar teriam desistido?... 
Sabes que depois desta tempestade toda ainda continuas a ser das pessoas mais dignas que eu conheço? 
Apesar da escuridão dos dias, tu continuas a ser a Luz em muitas vidas? Também na minha.
És um exemplo... Para tantas almas, também para a minha.
Inspiras-nos, M.
Orgulho-me da tua teimosia. 
Por favor continua a sê-lo.
E teima sempre em levantar-te, sozinho, porque sei que no dia em que estiveres de pé, vais ainda ajudar a levantar os que estão no chão contigo. 
E não há nada mais Nobre...
Enquanto Homem, enquanto Amigo, enquanto Ser, ser digno do chão que pisas, do Ar que respiras.
Digno do teu nome. 
És tu, M. 
E hoje, por tudo, só peço que não esqueças de quem foste... De quem és, e de quem eu sei que nunca vais deixar de Ser. Porque a vida, muda... 
E um dia... O Sol Voltará a Nascer, para ser generoso contigo. 



L.

domingo, maio 26, 2013

Packing

Por vezes, é preciso fazer as malas, trancar gavetas, bater todas as portas dentro de nós e ficar de fora.
É preciso virar costas e ir embora.

quinta-feira, maio 23, 2013

Hoje, Apenas Hoje...

Hoje, resolvi escrever-te. 
Não espero que estas palavras sejam nada de especial, apenas que o seu valor o seja. 
Gostamos de palavras, temos jeito para elas... Gostamos de as ouvir, em silêncio, com música, entre risos, sorrisos. Gostamos sobretudo das que nos passeiam a mente...
Mas hoje, resolvi dar-lhes voz.
Sabes o quanto por vezes nos escondemos atrás delas?
As vezes que as usamos em nossa defesa...? E não são um escudo... 
Quantas vezes as usamos para ferir alguém? 
Não são espadas... Mas são capazes de rasgar almas... 
Sabes quantos laços fazemos e destruímos com elas?
O carinho que depositamos nelas? 
E o amor que se faz com elas, sabes?
Hoje, decidi abusar um pouco mais delas, e escrever-te.
Porque hoje, resolvi baixar a guarda... 
Hoje tenho as mãos vazias, mas o coração cheio. 
Hoje até a minha irmã de todos os dias decidiu deixar a porta do coração entreaberta... Até ela. 
E sabes, o Amor entrou... 
E o quanto que ela merecia? 
E o medo que ela tinha? 
Sim, ainda tem... 
Mas eu sonhava isto para ela. Há muito. 
É preciso derrubar as muralhas, deixar o sol brilhar.
Tenho o coração cheio.
E hoje... Sacudi os meus medos, mas não todos... 
E não só por isso, mas também, resolvi escrever-te, para te dizer que também eu tenho medo.
Mas ainda estou aqui.
Sempre fui mestre em fugir.
Sempre, que tive medo. "Muito Medo". Medo do que não sei... Nunca soube... Medo.
Mas o R. tem razão... Se nunca usarmos as palavras para enfrentar o Medo, nunca vamos saber. 
E como ele diria, todos temos medo de errar... Quem não tem?
Mas vale a pena arriscar. Deixar para trás a vergonha, o orgulho, porque no fim de contas, o que há a perder? 
Nada. 
Nunca ninguém perdeu em ser honesto. Transparente.
Nunca ninguém que não fosse digno de tal. 
Se abrir o coração nos faz mais pequenos? Não... É preciso ser-se enorme para o fazer.
Somos grandes, sobretudo na alma, e ambos temos mais de 1,60m de altura.
Amanhã não sei se o Sol nasce, se o meu coração não vai arrefecer de noite, se não vai mais uma vez acordar-me sobressaltado...
Mas por isso, hoje, Apenas Hoje, queria que soubesses  que ainda estou aqui.
Que não quero, nem espero, nem peço mais do que o que posso ter...
Mas mesmo assim, estou aqui.
De coração aberto.
Porque não abres o teu? De igual para igual. 
Não quero mais jogar, não quero ganhar nem perder... 
Por uma vez na vida, vou deixar valer o meio termo, o 50/50.
Não há nada a perder, mais do que nos perdermos de nós próprios.
Fala. Não és menos por isso. És Mais. 
Mais com Mais é sempre Mais. 
Menos com Menos, é sempre Mais... Silêncio. 
E estou cansada do nosso.
Não acredito que tenhamos esgotado as palavras. 
O silêncio pode ser onde as almas se encontram, para repousar, mas já nos cansamos?
Não acredito.
Como diria o R. apenas falta derrubar a barreira. Achas que conseguimos? 
Basta querer. Queres?
Então vem, porque hoje, apenas hoje, estou aqui. 
Amanhã, não sei.
Provavelmente, estarei. 


domingo, maio 19, 2013

Ponto Final.

Dizem que tudo o que tem um início tem um fim...
Como todo o Sol tem a Lua... 
Como todo o preto tem branco...
Todo o Inverno tem Verão...
Toda a vírgula tem um ponto final... 
E creio que o ponto final parágrafo aqui chegou... 

Há tanta coisa que fica, mas outra tanta se vai embora... 

Lida mal com as quedas...
Quando tropeça no tapete, tem tendência a levantar-se rapidamente, sacudir a roupa, olhar em redor. Ninguém reparou... Segue em frente.
Mas à medida que se afasta... Vai arrefecendo... A noite cai... 
Começa a sangrar... 
As mãos tornam-se pequenas para abraçar a dor... 
Mas é Orgulhosa. Com Maiúsculas... 
É incapaz de voltar atrás, pedir ajuda... 
Deita-se, resguarda-se em mantas de farrapos que lhe sobraram da alma, retira da cabeça a coroa feita de espinhos, que ela própria fez...
Tem o rosto lavado em lágrimas, mas adormece sabendo que os raios do Sol pela manhã vão ajudar a secá-las.
Amanhã será um desses dias, em que acorda com a cara, e como diria o Úria, com o lenço enxuto...
Esconde as feridas, que um dia serão cicatrizes...

Se perguntarem, dirá que foram acidentes de percurso... 
Já que..
No fim, acaba só ela... Como no começo...
Ponto Final


quinta-feira, maio 16, 2013

Aborto de Alma.


Nunca escondi de ninguém que sou a favor do aborto.
Sempre fui a favor de poupar o culto da dor aos condenados... 
Mas já pensaste, nem só numa placenta se geram vidas... Amores.
Quantas já não viram crescer vidas em si...? 
Amores...
Quantos saudáveis? Quantos, nem tanto? 
Quantos já não se arrependeram de o terem feito?
Quantos já não desejaram matá-lo?
Hoje, sou eu.
Estaria capaz de arrancar a ferros... 
Estaria capaz de fazer um aborto ao meu coração.
Nem sempre as crianças são perfeitas, porque é que o que saí do coração seria? 
Será dos genes? 
Não... 
É "filho" de um orgão imperfeito... Com vontade própria. 
Talvez do carácter mais teimoso que eu conheço...
Sei que nada se faz sozinho, mas neste caso, a minha vontade, e apenas a minha, matava-te... Dentro do meu coração.
Nunca desejei que nascesses dentro de mim... Não és desejado...
Já te fiz o funeral mil vezes na minha mente. 
E apesar de já ter perdido a conta às semanas em que te vais apoderando e crescendo dentro dele, dentro de mim, continuo a querer que pares de crescer... 
Melhor seria que "morresses" já... 
Quanto mais tarde... Pior será a minha dor.
Há seres que tiram cálcio, que enfraquecem cabelos... 
Tu tiras-me o discernimento... Roubas-me a Razão.
Porque de alguma forma, continuas a fazer-te sentir... 
Dás-me pontapés no coração, na alma... Lembras-me a cada hora que estás aí.
E como há mães que rejeitam bebés, também eu te rejeito...
...
Com medo que um dia te aceite...
Que te queira ver...
E o pior... Que aprenda a gostar de ti. 

quarta-feira, maio 15, 2013

Se apenas hoje eu fosse um poema...

"Não estejas longe de mim um dia que seja, porque,
porque, não sei dizê-lo, é longo o dia,
e estarei à tua espera como nas estações,
quando em algum sítio os comboios adormeceram.

Não te afastes uma hora porque então
nessa hora se juntam as gotas da insônia
e talvez o fumo que anda à procura de casa
venha matar ainda meu coração perdido.

Ai que não se quebra a tua silhueta na areia,
ai que na ausência as tuas pálpebras não voem:
não te vás por um minuto, ó bem-amada,

Porque nesse minuto terás ido tão longe
que atravessarei a terra inteira perguntando,
se voltarás ou me deixarás morrer."



[PN]

domingo, maio 12, 2013

Querer... Ou não.

Não gosto do que tira o equilíbrio.
Nem de cordas bambas.
Nunca fui trapezista... 
Não gosto do que me faz vacilar... Muito menos sem camas de elástico por baixo. 

Não gosto do que me tira a paz, a harmonia e o sono.


Não gosto que me tirem as sabrinas e me obriguem a fazer jogos de cintura em saltos altos, de onde tenho medo de cair...

Nunca fui de jogos. De tabuleiro... 
As cartas? Sempre as coloco nas mesa...
Lanço dados e sempre gostei de ter os meus trunfos.


Mas não também não gosto nem sei eu viver de outra forma...
Neste desassossego.
Acabei por me habituar a ele...


O Meu Mundo nao é Direito senão quando está virado ao contrário.
As palavras ganham formas, vidas, corpos... De forma irracional... Mas que fazem todo o sentido.
Não posso eu querer caminhar em linha recta se os meus chãos sempre tiveram pedras e curvas.
Não posso eu querer paz e sossego se procuro o que me desassossega.
Não posso eu querer ser uma pessoa de etiqueta se as teimo em cortar em tudo quanto as encontro.
Nao posso eu querer andar descalça se uso saltos altos na minha alma...
Como posso eu querer ter os pés no chão se só gosto de viver com eles nas nuvens.
Como posso eu querer segurar tudo, se tudo deixo cair num jeito destrambelhado.


Como posso eu querer dar-me à racionalidade se não consigo deixar de me entregar às emoções...


Como posso querer uma coisa que não quero?
Como posso eu deixar de querer? 

Será que quero? Hoje... Apenas queria.
Não ter de afogar... No sono em que me afogo todos os dias... 
Porque penso sempre, que ao acordar... Já não resta nada.... 
Mas resta sempre... 
Porque só dou a mão à Razão durante o dia... 
E o meu coração sempre me abraça, sufoca e adormece à noite... 

quarta-feira, maio 01, 2013

Despertador.

Um dia destes acordo para a vida.
De manhã. Ao mesmo tempo que acordo com o despertador.
Quero adormecer crendo que amanhã o ouço...
Esperando que toque mas que eu não continue a sonhar de olhos abertos.
Quero que ele toque, me desperte deste sono continuo de utopias que me alimentam sonhos famintos de nada.
Quero acordar... A tempo do primeiro comboio.
Do meu.
Quero largar este karma de perder comboios e saltar destes que não me levam a lugar algum. 

quinta-feira, abril 18, 2013

Falsos Diamantes.

É enquanto procuro o meu sono de olhos abertos na escuridão, que penso que gostava de me enganar mais com os falsos diamantes...
Gostava de me enganar a mim própria.
Mas eles sempre disseram que a perspicácia é a minha maior virtude. Tomara que não fosse.
Às vezes gostava de não ver tanto à frente.
Não estar tanto à frente.
Não conhecer tão bem almas que mal conheço.
Iludir-me mais.
Gostava de Esperar mais das pessoas.
Acreditar mais.
Mesmo que isso significasse sofrer. Mais.
Saber não é ausência de sofrimento. Porque não conseguimos evitar sofrer com a realidade crua. Que sabemos de antemão ser cruel mesmo.
Saber, por vezes, é não deixar que nasça, por saber que já tinha o dia da morte marcada.

domingo, abril 14, 2013

Shall We Dance?



Would you dance with me?
In the rain.
Until the morning rises.
Until we get tired.
Until we fall asleep. In the middle of the street. 
With the tears in the eyes.
With the mind full of dreams.
With the heart full of thoughts.
With our hands full of love.
With our bodys full of pleasure.
Could you?
Would you lie with me down here?
Right beside me...
Would you?....

domingo, abril 07, 2013

Letras

Não gosto de abrir mão do papel, das palavras, de folhear histórias...
Também eu tenho a minha.
Já vivi em contos de fadas. Tantas vezes a sonhar, tantas vezes acordada.
Já li livros de suspense... Já passei noites aterrada. Em folhas e ao vivo.
Mas sempre as narrei como elas foram... Como elas são.
Não sou escritora.
É mais do que juntar Letras e fazer palavras, formar frases, fazer estórias.
E a minha sou eu que a escrevo, que a dito, todos os dias.
A personagem principal sou Eu. Mas tantos"Eus" tenho Eu em mim.
Até que a minha Letra, por vezes, não  a reconheço.
Não sou mestre nem faço cerimónias...
Nunca gostei de rimas... Mas gosto de improvisos.
Nunca gostei de rascunhos... Nem de escrever a lápis.
Escrevo a caneta, preta, com tinta permanente, no meu Livro. Prefiro riscar, sujar com tinta as minhas mãos, do que arrancar páginas.
Já esqueci quantas páginas escrevi, quantas já virei... Mas orgulho-me de cada uma delas.
Um dia, sento-me e releio-me nelas, nas rugas das mãos e nas linhas dos sorrisos. E cada uma delas... Será minha, tanto quanto ontem, hoje, e amanhã... Palavra, que não retiro uma Letra. Especialmente a L, a minha.


domingo, março 31, 2013

Ballerinas.

No fim da noite, quando me descalço, e tiro as minhas ballerinas de salto alto, a sobriedade abraça-me. 
Vagueio em S's até à cama que sempre me despe de devaneios e me aconchega em sonhos. 
Fico sóbria enquanto durmo.
E quando pela manhã volto a calçar as minhas sabrinas que me fazem deambular entre a realidade deturpada e os sonhos malsinados, ou o oposto, volto a sentir-me "limpa" para mais um dia em que me vou embebedar pela doce confusão dos nossos dias. 
Saio de sorriso vestido mas de óculos escuros, que ajudam a equilibrar a claridade que me impõem. Claridade obscura. Demasiada, para os meus olhos pela manhã. 
Embriago-me com as palavras abusivas, com as exclamações sarcásticas, com as reticências infindas. E volto a abraçar o meu copo da vida, onde me encontro e me perco... 
Onde com tanto que bebo... Que brindo... Que afogo... Sou eu. 

terça-feira, março 26, 2013

Loucos.

"Ninguém é tão Louco, que não possa encontrar outro Louco que o entenda."