quinta-feira, janeiro 13, 2011

Last night somebody saved my soul.

Há dias da nossa vida que nascem para nos iluminar, literalmente. Para que nunca mais adormeçamos iguais.
Ontem foi um desses dias.
Alguém salvou a minha alma. Me recordou que eu tenho Luz própria. Que não preciso nem vivo à sombra da Luz de ninguém.
Às vezes esqueço-me que também eu brilho. Esqueco-me de mostrar isso a quem me rodeia.
Mas não é tarde. Novo amanhã, começa hoje mesmo.
Hoje vou brilhar. Amanhã. Depois.
Desculpem se o meu brilho cegar, mas não vou mais deixar de o fazer. Quem vagueava cegamente era eu.
Esqueci-me dos princípios, os valores e os ideais que carrego, com os quais me visto.
Esqueci de vos dizer que sou dona de uma força inabalável.
Esqueci-me.
Mas hoje estou para aqui para vos dizer que vou fazer ouvir a minha voz, num timbre mais grave.
Vou deslizar descalça e terei a mesma altura.
Não usarei na mesma óculos escuros mas verão finalmente a cor dos meus olhos.
Não serei mais "politicamente correcta" ao ponto de ficar muda quando sei exactamente o que dizer.
Não ignorarei mais faltas de apreço, respeito, nem juízos de valor acerca da "Liliana". Sim, porque eu Adoro o Meu nome, do primeiro ao último, e como tal, exijo-lhe respeito.
E a todos quantos me conhecem a essência, por todos os momentos em que a viram turva... Desculpem, mas a guerra entre mim e as minhas máscaras acabou.

Because Last Night Somebody Saved my soul. My Life.

sábado, outubro 02, 2010

Há dias...

‎"Há dias, sabes, em que gostava de ser como o gato e que me tocasses sem desejar encontrar quaisquer sentimentos a não ser o que se exprime num espreguiçar muito lento - um vago agradecimento? - e que depois me deixasses deitado no sofá sem que nada pudesses levar da minha alma, pois nem saberias o que dela roubar.."


( Pedro Paixão)

quarta-feira, setembro 29, 2010

Coração em mudanças.

E era capaz de empacotar todas as recordações, reciclar cicatrizes e partir com o meu coração às costas... No entanto, ele pesa toneladas... Não quer adaptar-se a outro lugar... Diz ter medo, da solidão dos dias... E principalmente das noites... Em que teria que encontrar mesas, camas e sofás vazios... Saborear pratos sem opiniões e filmes sem rescaldos...
Não saberia mais bater sem ter por perto o sopro de vida dele, que é também o meu. Sem ter os corações que batem em harmonia com ele...
E vivo na guerra entre ele e a minha consciência, que me faz perder noites de sono... Que quer a todo custo encontrar uma outra almofada que a deixe dormir de noite, não porque esta seja dura... Mas por ela ser dura demais com ela mesma.
Por achar que o coração dela é pequeno demais, por o diminuir a cada dia... Por se agredirem mutuamente, numa luta para que um deles sempre prevaleça.

Não digo que ganhe o melhor... Mas que ganhe aquele que conseguir ceder. Aquele que aceitar caminhar de mãos dadas com o outro, rumo a um lugar, ou até este mesmo, onde ambos possam respirar o mesmo ar. Felizes.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Era uma vez... Nós.

Lembro-me daquela tarde como se fosse hoje, sabias? O céu estava tão pintado de cinzento como hoje.
Lembro-me de fazer aquela viagem de comboio e saber bem lá no fundo que era a última que fazia para te ver... Sabes, uma mulher sente, sabe, quando as coisas acabam... A cabeça renega-lhes o que o coração sussurra... Mas uma mulher sempre sabe... E sim, eu sabia...
Lembro-me do teu sorriso... Guardei comigo um sorriso fotográfico, eu acredito que o sorriso é o melhor que podemos guardar de alguém...
Lembro-me das pernas me tremerem literalmente enquanto descia do comboio...
E das lágrimas que me escorriam e queimavam o rosto enquanto te via afastares-te sempre a olhar para trás...

Minutos depois o comboio partiu...
Sem retorno...



Runaway train...

2004

segunda-feira, setembro 06, 2010

Parafusos fora do sítio...

Tenho aquela dor que magoa, que gira a faca no peito, para a esquerda e direita... A tentar desaparafusar parafusos moídos, que já nada apertam mas remoem...

Aquela dor seca, que é molhada por lágrimas enxutas, que já só da memória caem. Não porque goste de ti. Mas porque tenho saudades. Do que tinha... E não mais tenho.

domingo, julho 25, 2010

Pega no telefone e liga-lhe.

Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder.
Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e àridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens agora que não estão juntos.
Pega no telefone e liga-lhe, se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem.

Ou então escreve-lhe um sms a dizer que queres estar com ele.
Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas.
Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor.
E cada vez que deixares o medo entrar nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos...
Ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro.

A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua.
Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias?

Nunca se sabe o que é o dia de amanhã, por isso não percas tempo, pega no telefone e liga-lhe.
Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira – E é tão estranha a forma como os homens gostam de nós – ainda gosta de ti.
Mesmo que ja não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele quando a vida te obrigar a desistir deste amor.
Ele está longe, mas olha para ti por entre memórias, presentes e flores.
À noite, entre sonhos alterados pelo alcoól e as drogas leves, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças.
Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti...
Na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.

Pega no telefone e liga-lhe.
Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não.
Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO.
Pede-lhe uma resposta para o teu coração.
Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, sem saberes nem como nem quando elas vão cair.
Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.

Pega no telefone e liga-lhe...
Ligas as vezes que forem precisas...
Até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejas ouvir.
Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas.
A vida e' tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela.
E nunca deixes de sonhar que um dia...
Vais encontrar alguém mais proximo e mais generoso que te ensine a ser feliz...
Mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho.

Muda de vida.

A vida vai mudar contigo.

[MRP]

domingo, julho 04, 2010

Procurar-te-ei...

«Procurar-te-ei até te encontrar, mesmo que só te encontre em corpos onde não estás...»




Como se diz tanto, em tão pouco.