Um pedacinho que muitos levaram... Um pedacinho que muitos outros deixaram... E um pedacinho mais que vem de dentro...
segunda-feira, dezembro 05, 2016
Silêncios
terça-feira, novembro 22, 2016
Sorrisos...
Acredito que o sorriso é o melhor que podemos guardar das pessoas e o vossos, aqueles, ficarão certamente em pedaços de memória.
Nada é mais gratificante do que ver um sorriso devolvido a uma vida. A uma história.
Encontrei em vós outro brilho no olhar. Outra forma de expressão facial. Linhas contraídas, lábios curvos que perfazem sorrisos.
Encontrei sorrisos em amanhãs de esperança, em pazes feitas com o passado. Encontrei sorrisos de paz.
De harmonia, amizade e gratidão.
Encontrei sorrisos como forma habitual de expressão.
Sorri. De coração cheio. Sorrir, no fim de contas, é também amor.
segunda-feira, setembro 19, 2016
Dias assim...
Há momentos impagáveis na vida e tenho comigo a certeza que, dar o que podemos sem reservas, é um deles.
E embora exista nisto algo de "sonhador", levo comigo hoje a mais pura certeza que o universo me dará o dobro em troca.
domingo, junho 12, 2016
State of mind.
Tenho para mim que cada vez mais são as pessoas que nada nos acrescentam, apenas retiram.
quarta-feira, julho 15, 2015
Dentro da carapaça...
Dos animais, tenho para mim que sou daqueles com carapaça.
Como uma tartaruga. Frágil dentro da sua armadura.
Parto de carapaça às costas e com a cautela necessária, caminho devagar, pondo pé firme se sinto que posso. Passo a passo, na minha estrada, aprecio a vida e o que a rodeia a um ritmo que não acompanha a velocidade das minhas vontades, a grandeza dos meus sonhos.
Embarco em viagens, umas vezes no rumo certo, outras em contra-mão.
Encolho-me quando me pegam pela carapaça, com medo de cair. Nunca sabemos onde a vida nos pode pousar.
Será que as tartarugas sabem?
Quando na "sua praia" conseguem nadar velozmente. E eu, que nem sei nadar, sei que tenho uma tartaruga ninja em mim.
Tenho em mim também parte de um caracol, que onde quer que vá leva a casa às costas. Dizem que no fim de contas, casa é onde o coração está. Gosto de pensar que o tenho comigo, umas vezes no peito, outras... Sei lá.
Será que os caracóis também carregam o coração às costas?
Além dos que faço no cabelo, naturalmente ou porque os enrolo, gosto de caracóis.
A vida é tão melhor quando nos enrolamos. Quando abraçamos os sonhos com alma, as pessoas, quando nos entrelaçamos nas coisas, com o coração. Quando nos "babamos" de mimo. Quando deixamos os outros "babados".
E se eu fosse um caracol, andaria sempre com "corninhos ao sol". À chuva também. A vida é tão melhor fora da carapaça, sabiam caracóis?
Tenho também em mim um ouriço-cacheiro, que de sua natureza, não picam por ataque, apenas por defesa.
Pico por brincadeira, e por vezes acabo picada na teia.
Pico quando me irrito, quando desconfio, quando me sinto em perigo.
E o que levo de hoje, é que entre passos lentos ou baba e ranho que choro e picos no caminho que piso, tenho debaixo da carapaça, todo o meu tesouro.
sexta-feira, abril 10, 2015
Mortes lentas
Chegará o dia em que simplesmente já não sinto nada, já não existe nada.
Em que no teu lugar e das tuas palavras já não espero haver nada.
Chegará o dia em que já não preciso que o barulho dos dias e das pessoas me absorva a dor; em que o silêncio das noites já não me dilacerará por dentro.
Chegará a noite em que poderei voltar a dormir 8 horas descansadamente.
Em que não vou mais acordar com o coração descompassado. Em que não vou mais esperar por ti. Procurar por ti. Querer saber de ti.
Um dia destes acordo e já não me lembro de ti. Não saberei sequer quem és; e indago agora se algum dia soube.
É quando já não esperamos nada das pessoas que elas morrem no nosso coração... E eu lamento que tenhas provocado esta morte lenta em mim, que te leva um pouco todos os dias e que arranca, ainda assim, um pedacinho de mim.
sábado, abril 04, 2015
Outono - Inverno
Estes dias têm sido de nuvens...
Ora o Sol espreita, ora vai embora, e eu, tola, ainda tenho um resto de esperança que ele venha pra ficar.
A primavera chegou há dias, mas eu continuo a viver em outono/inverno, continuo a vestir outono/inverno... Continuo a sentir outono/inverno.
São ainda mais os dias de chuva no telhado e nos olhos, do que os de Sol. E tu pequena, tens sido o meu arco-íris.
Tens sido um rasgo de luz... A minha consciência.
Não sei se eles sabem a sorte que têm... É impossível saberem...
Creio que não sabem que a milhares de kms, do outro lado do mundo e da água e a meio sol, tem alguém que cuida, que se preocupa, que os adora incondicionalmente.
Creio que não sabem.
Não sonham que engolimos a seco cada silêncio que nos queima garganta abaixo.
Não sabem que a felicidade e bem estar deles é tão importante para nós como o ar que eles respiram. Tomara que soubessem.
Não sabem como choramos cada murro no estômago. Porque sim, nós também choramos.
Porém, aposto que nunca se esquecem que temos sempre os braços abertos, que nunca dizemos "não", que nunca lhes vamos falhar mesmo quando não pudermos. Que somos os possíveis dentro dos impossíveis.
Aposto que sabem que entre nós e eles não há barreiras, pelo menos de nossa parte...
Aposto que nos têm dadas como certas. E isso é tão certo como odiarmos o facto de não os conseguirmos odiar.
Tão certo como o Sol amanhã voltar a nascer...
Certo, como vivermos todos debaixo do mesmo céu...
E sabes que mais pequena?... O nosso coração é demasiado grande... Vai sempre ter espaço para mais um outono... e um inverno.