Um ano passou, desde que chorei As minhas últimas lágrimas por ti... Na verdade, não foram as últimas, pois nem sempre consigo sobrepor a Razão às Emoções. Nem sempre consigo segurá-las. Nem sempre consigo arrancar sorrisos, que não tenho, do fundo da minha alma...
Natal. Tinha o teu lugar vazio na mesa... Não tinha presentes para tu abrires debaixo da minha árvore... Não tinha o teu abraço nem desejo de um Feliz Natal. Não tinha mais do que um simples sms. E no entanto, esse vazio não poderia ser preenchido com nada ou ninguém senão tu. Senti a tua falta. Chorei...
Fevereiro. 10 meses após teres ido embora, decidimos encontrar-nos. Sentir o teu abraço como se fosse a primeira ou a última vez que o fizesses, espremeu-me todo o ressentimento que havia em mim em relação a ti.
Foste embora e mais uma vez chorei por ti. Lágrimas de mágoa por nos teres deixado, por me fazeres tanta falta, por me fazeres mais falta do que podia imaginar...
Hoje, estás presente, mas ausente.
Vejo-te e já não choro. Creio que a fonte das minhas lágrimas por ti secou... Mas o meu carinho por ti, nunca secará.
Somos demasiado parecidos, já me detestei por isso. Hoje, sei que é a forma mais pura de te ter em mim. Sei que não és a melhor pessoa do Mundo, mas tens um coração imenso. Nunca foste, nem serás um bom Pai ou Marido, mas és ainda assim o meu Pai, e eu admiro-te. E aceito-te. Errante. Sim, também eu o sou.
Gosto de ti, Pai.
Um pedacinho que muitos levaram... Um pedacinho que muitos outros deixaram... E um pedacinho mais que vem de dentro...
quarta-feira, abril 14, 2010
segunda-feira, abril 05, 2010
Ela.
Ela, é aquela sem a qual a minha vida não teria sentido.
É aquela que todos os dias me conhece e apesar disso me ama um pouco mais.
É aquela para quem eu nem sempre tenho os melhores modos do mundo, mas me recebe sempre com as mais doces palavras.
É ela que se senta só para ouvir como foi o dia.
É ela que compreende as minhas dores de cabeça, as minhas birras e faltas de paciência, e no fim tem um beijo de boa noite para me dar.
É ela que faz o meu prato favorito.
Passa a roupa que eu preciso...
É ela que cuida de mim quando estou doente...
É ela que apesar da proximidade, tem sempre necessidade de me sentir mais perto.
É ela que é a dona do sentimento mais puro que habita em mim.
É a ela que eu admiro. É como ela que eu vou querer ser sempre.
Sempre como tu, Mãe.
É aquela que todos os dias me conhece e apesar disso me ama um pouco mais.
É aquela para quem eu nem sempre tenho os melhores modos do mundo, mas me recebe sempre com as mais doces palavras.
É ela que se senta só para ouvir como foi o dia.
É ela que compreende as minhas dores de cabeça, as minhas birras e faltas de paciência, e no fim tem um beijo de boa noite para me dar.
É ela que faz o meu prato favorito.
Passa a roupa que eu preciso...
É ela que cuida de mim quando estou doente...
É ela que apesar da proximidade, tem sempre necessidade de me sentir mais perto.
É ela que é a dona do sentimento mais puro que habita em mim.
É a ela que eu admiro. É como ela que eu vou querer ser sempre.
Sempre como tu, Mãe.
sexta-feira, dezembro 25, 2009
Feliz Natal e Próspero Ano Novo
terça-feira, outubro 20, 2009
Eu... A 50%

Há dias, (tantos) em que sinto que vivo a meio gás, que sinto a meio gás... Que sou eu, a meio gás...
Sinto que não dou quanto tenho, não faço quanto queria, não respiro tanto quanto os meus pulmões me permitem...
Desde sempre senti que há tanto em mim que ninguém conhece... Que nunca vem acima... Tanto que me deixa a pensar, como seria se me vissem assim realmente?
Todos os dias deixo palavras a meio... Pensamentos perdidos... Gestos reprimidos...
E porquê?
Toda a gente me diz "Boa Pessoa" seja lá o que isso for... Mas... Não sou mais feliz por isso...
Adormeço a pensar se gostariam de mim, se soubessem que sou pequena... Que uso tacões altos na minha alma, para me sentir maior todos dias...Como seria soubessem que também sofro... Que também choro à noite antes de adormecer... Que não sou tão forte nem segura quanto aparento todos dias...
E depois, e apesar de tudo isto... Parece que perco o interesse tão facilmente... Na vida...
Tal como os outros perdem em mim...
Não quis cuidar palavras, não quis escolher as melhores palavras para falar de mim...
Pelo menos com elas, eu sou eu, a 100%. Elas não me julgam, e afinal, não tem de gostar de mim.
terça-feira, outubro 06, 2009
O amor visto pelas crianças...
«O amor é quando vais comer fora e dás grande parte das tuas batatas fritas a alguém, sem a obrigares a darem-te das dele.»
Chrissy, 6 anos
«O amor é o que te faz sorrir quando estás cansado.»
Terri, 4 anos
«O amor é quando a minha mamã faz café ao meu papá e bebe um golinho antes de lho dar, para ter a certeza de que o sabor está bom.»
Danny, 7 anos
«O amor é quando dizes a um rapaz que gostas da camisa dele e, depois, ele usa-a todos os dias.»
Noelle, 7 anos
«O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem.» (nem Sócrates, Descartes ou Freud diriam algo mais certo...)
Tommy, 6 anos
«A minha mãe ama-me mais do que ninguém. Não vês mais ninguém a dar-me beijinhos para dormir.»
Clare, 6 anos
«Amor é quando a mamã dá ao papá o melhor pedaço da galinha.»
Elaine, 5 anos
«Amor é quando a mamã vê o papá bem cheiroso e arranjadinho e diz que ele ainda é mais bonito do que o Robert Redford.»
Chris, 7 anos
«Amor é quando o teu cãozinho te lambe a cara toda, apesar de o teres deixado sozinho todo o dia.»
Mary Ann, 4 anos
«Quando amas alguém, as tuas pestanas andam para cima e para baixo e saem estrelinhas de ti.»
Karen, 7 anos
«Nunca devemos dizer 'Amo-te', a menos que seja mesmo verdade. Mas se é mesmo verdade, devemos dizer muitas vezes. As pessoas esquecem-se.»
Jessica, 8 anos
E a última? O autor e conferencista Leo Buscaglia falou de um concurso em que ele teve de ser júri. O objectivo era encontrar a criança mais cuidadosa.
A vencedora foi um rapazinho de quatro anos, cujo vizinho era um velhote que perdera recentemente a sua esposa. Depois de ter visto o senhor a chorar, o menino foi ao quintal do velhote, subiu para o seu colo e sentou-se. Quando a mãe perguntou o que dissera ao vizinho, o rapazinho disse:
"Nada, só o ajudei a chorar"
Chrissy, 6 anos
«O amor é o que te faz sorrir quando estás cansado.»
Terri, 4 anos
«O amor é quando a minha mamã faz café ao meu papá e bebe um golinho antes de lho dar, para ter a certeza de que o sabor está bom.»
Danny, 7 anos
«O amor é quando dizes a um rapaz que gostas da camisa dele e, depois, ele usa-a todos os dias.»
Noelle, 7 anos
«O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem.» (nem Sócrates, Descartes ou Freud diriam algo mais certo...)
Tommy, 6 anos
«A minha mãe ama-me mais do que ninguém. Não vês mais ninguém a dar-me beijinhos para dormir.»
Clare, 6 anos
«Amor é quando a mamã dá ao papá o melhor pedaço da galinha.»
Elaine, 5 anos
«Amor é quando a mamã vê o papá bem cheiroso e arranjadinho e diz que ele ainda é mais bonito do que o Robert Redford.»
Chris, 7 anos
«Amor é quando o teu cãozinho te lambe a cara toda, apesar de o teres deixado sozinho todo o dia.»
Mary Ann, 4 anos
«Quando amas alguém, as tuas pestanas andam para cima e para baixo e saem estrelinhas de ti.»
Karen, 7 anos
«Nunca devemos dizer 'Amo-te', a menos que seja mesmo verdade. Mas se é mesmo verdade, devemos dizer muitas vezes. As pessoas esquecem-se.»
Jessica, 8 anos
E a última? O autor e conferencista Leo Buscaglia falou de um concurso em que ele teve de ser júri. O objectivo era encontrar a criança mais cuidadosa.
A vencedora foi um rapazinho de quatro anos, cujo vizinho era um velhote que perdera recentemente a sua esposa. Depois de ter visto o senhor a chorar, o menino foi ao quintal do velhote, subiu para o seu colo e sentou-se. Quando a mãe perguntou o que dissera ao vizinho, o rapazinho disse:
"Nada, só o ajudei a chorar"
quinta-feira, setembro 17, 2009
quarta-feira, agosto 26, 2009
A Pessoa Certa...
A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão maior ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.
Os verdadeiros Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego no prato porque sabem que no futuro nos vão levar à Tour d’Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os antecessores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar.
O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é que passa de vez em quando férias com os amigos. O Príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado do mundo; é o marido mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nós, mas o que olha por nós todos os dias...
...
Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro. Pode ou não ter moto, mas tem quase sempre um cão.
...
Cozinha o básico, mas faz os melhores ovos mexidos do mundo e vai à padaria num feriado. O Príncipe é um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo muito importantes.
...
E como o melhor de estar vivo é saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixa-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica.
Os verdadeiros Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego no prato porque sabem que no futuro nos vão levar à Tour d’Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os antecessores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar.
O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é que passa de vez em quando férias com os amigos. O Príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado do mundo; é o marido mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nós, mas o que olha por nós todos os dias...
...
Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro. Pode ou não ter moto, mas tem quase sempre um cão.
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Cozinha o básico, mas faz os melhores ovos mexidos do mundo e vai à padaria num feriado. O Príncipe é um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo muito importantes.
...
E como o melhor de estar vivo é saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixa-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica.
[MRP]
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