Pedaços

sábado, janeiro 21, 2017

Being Liliana

Já fui tanto... Já fui pouco... Já achei ser nada... 
Conheci segredos, verdades, almas e com isso fui semeando conceitos que me constroem. 
Ser alguém é mais do que nascer. 
Ser alguém exige naturalidade em agir e esforço para reagir. 
Às vezes esqueço-me disso e deixo-me levar pela corrente. O vento leva-me por aí e para reencontrar o meu berço, ando em turbilhão comigo mesma... Mas existem sorrisos, silêncios, palavras, gestos meus e de outros que me apaziguam a alma e me faz ser bússula do meu próprio caminho. 
Ser eu é isto: eu só, eu com algo, eu com alguém. Talvez contrarie esta ideia em algumas circunstâncias mas as águas nunca estão paradas.

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Silêncios

Aquele momento em que te desiludem, e mesmo antes de saberes que o fizeram, já o sentes. 
O silêncio é a confirmação que não queres ouvir... Porque a cobardia às vezes também é isto, silêncio envolvido em vergonha que não permite esboçar uma palavra.

Se fizesse um minuto de silêncio a cada desilusão tua, faria um retiro mudo para o resto dos dias.


terça-feira, novembro 22, 2016

Sorrisos...

Queria que soubessem que nada podia ser mais gratificante para mim, do que  encontrar-vos com um sorriso. Um sorriso puro e sincero, que vai além dos lábios e dos olhos, daqueles que vem da alma.
Acredito que o sorriso é o melhor que podemos guardar das pessoas e o vossos, aqueles, ficarão certamente em pedaços de memória. 
Nada é mais gratificante do que ver um sorriso devolvido a uma vida. A uma história. 
Encontrei em vós outro brilho no olhar. Outra forma de expressão facial. Linhas contraídas, lábios curvos que perfazem sorrisos.
Encontrei sorrisos em amanhãs de esperança, em pazes feitas com o passado. Encontrei sorrisos de paz.
De harmonia, amizade e gratidão. 
Encontrei sorrisos como forma habitual de expressão. 
Sorri. De coração cheio. Sorrir, no fim de contas, é também amor. 

[June 2015]

segunda-feira, setembro 19, 2016

Dias assim...

Há momentos impagáveis na vida e tenho comigo a certeza que, dar o que podemos sem reservas, é um deles.
E embora exista nisto algo de "sonhador", levo comigo hoje a mais pura certeza que o universo me dará o dobro em troca.

domingo, junho 12, 2016

State of mind.

Tenho para mim que cada vez mais são as pessoas que nada nos acrescentam, apenas retiram.

quarta-feira, julho 15, 2015

Dentro da carapaça...

Dos animais, tenho para mim que sou daqueles com carapaça.
Como uma tartaruga. Frágil dentro da sua armadura.
Parto de carapaça às costas e com a cautela necessária, caminho devagar, pondo pé firme se sinto que posso. Passo a passo, na minha estrada, aprecio a vida e o que a rodeia a um ritmo que não acompanha a velocidade das minhas vontades, a grandeza dos meus sonhos.
Embarco em viagens, umas vezes no rumo certo, outras em contra-mão.
Encolho-me quando me pegam pela carapaça, com medo de cair. Nunca sabemos onde a vida nos pode pousar.
Será que as tartarugas sabem?
Quando na "sua praia" conseguem nadar velozmente. E eu, que nem sei nadar, sei que tenho uma tartaruga ninja em mim.

Tenho em mim também parte de um caracol, que onde quer que vá leva a casa às costas. Dizem que no fim de contas, casa é onde o coração está. Gosto de pensar que o tenho comigo, umas vezes no peito, outras... Sei lá.
Será que os caracóis também carregam o coração às costas?
Além dos que faço no cabelo, naturalmente ou porque os enrolo, gosto de caracóis.
A vida é tão melhor quando nos enrolamos. Quando abraçamos os sonhos com alma, as pessoas, quando nos entrelaçamos nas coisas, com o coração. Quando nos "babamos" de mimo. Quando deixamos os outros "babados".
E se eu fosse um caracol, andaria sempre com "corninhos ao sol". À chuva também. A vida é tão melhor fora da carapaça, sabiam caracóis?

Tenho também em mim um ouriço-cacheiro, que de sua natureza, não picam por ataque, apenas por defesa.
Pico por brincadeira, e por vezes acabo picada na teia.
Pico quando me irrito, quando desconfio, quando me sinto em perigo.

E o que levo de hoje, é que entre passos lentos ou baba e ranho que choro e picos no caminho que piso, tenho debaixo da carapaça, todo o meu tesouro.

sexta-feira, abril 10, 2015

Mortes lentas

Chegará o dia em que simplesmente já não sinto nada, já não existe nada.
Em que no teu lugar e das tuas palavras já não espero haver nada.
Chegará o dia em que já não preciso que o barulho dos dias e das pessoas me absorva a dor; em que o silêncio das noites já não me dilacerará por dentro.
Chegará a noite em que poderei voltar a dormir 8 horas descansadamente.
Em que não vou mais acordar com o coração descompassado. Em que não vou mais esperar por ti. Procurar por ti. Querer saber de ti.
Um dia destes acordo e já não me lembro de ti. Não saberei sequer quem és; e indago agora se algum dia soube.
É quando já não esperamos nada das pessoas que elas morrem no nosso coração... E eu lamento que tenhas provocado esta morte lenta em mim, que te leva um pouco todos os dias e que arranca, ainda assim, um pedacinho de mim.