Segunda-feira, Abril 23, 2012

Ame uma, leve quatro...

"Ou cinco, ou seis, ou sete. Ela não é uma, é várias. A diplomata, a incapaz de tomar decisões, a que quer fazer sempre tudo bem e a incapaz de lidar com o facto de alguém não gostar dela, a que confia em toda a gente mas sempre a desconfiar. Deixa sempre um pé atrás, está sempre a pensar nisso. Mas porque raio haverá alguém de não gostar dela? É incompreensível. Faz-lhe impressão. Magoa-lhe o coração.

Tem a sua gente, a gente de quem ela gosta, a gente que gosta dela, a gente que ela gosta sem conhecer, e a gente que ela gostaria que gostasse só mais um bocadinho dela. Existem aqueles que gostam dela sem ela saber. E existem aqueles que se esquecem que ela existe.

Também há gente que a vida levou para longe, mas quando no limite dos limites, ela lhes confessa “não sei se me safo desta”, a abraçam e dizem “Então não te safas?! Safas, sabes porquê? Porque estamos aqui.”

E depois há aquela gente que ela convidou para entrar na vida dela, ou então que se fizeram convidados, e ela como sempre deixou, a diplomata, a que quer que se goste sempre dela, a que se afeiçoa às pessoas…e depois a esquecem de um dia para o outro. Elas dizem “até amanhã”, mas ela no coração ouviu “até nunca mais”. E assim foi. É para seguir em frente. Atravessar outras pontes. Voltar aos objetivos anteriores. Reorganizar prioridades. Está sempre a pensar nisso.

Mas também há aqueles que lhe dizem “Estava capaz de nadar o Atlântico para estar contigo”. Ela acredita. Como poderia ela não acreditar? Um pé no Atlântico, mas o outro cá atrás…em terra. Onde é seguro. Onde não há icebergs que o radar não detecta.

Em terra há sempre um colo, daqueles que estão lá sempre. Não lhes interessa se ela é teimosa como uma burra, se se deixa iludir, se está sempre no mundo da lua, se se queixa em demasia. Há gente que gosta dela só porque sim. É uma sortuda e ela sabe."

[MC]


Pedaços de um pedaço de mim... Pedaços daquela que nos entra no coração ao primeiro Olá e sabemos que irá ficar para a vida. Daquela que nos  dá a  sua amizade de forma gratuita, e todos os dias tem um pedacinho diferente. Daquela que tem um sorriso no rosto como forma habitual de expressão. Daquela cujo coração é maior que o corpo, e o seu brilho...  O seu brilho é Luz na minha vida. Em muitas vidas. 

Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

A virar a página, para trás...

Custa-me, confesso que custa, andar para trás com os olhos postos na frente. Mas a vida é isto. Por vezes trata-se de voltar atrás, fazer de novo, fazer contra a nossa vontade... E é aqui, que eu espero - Juro que espero com toda a esperança da minha alma - que tudo tenha o seu motivo de ser, e que o facto de ser assim, me vá trazer um futuro próximo um pouco mais doce.
Custa-me virar uma página para trás, voltar ao capítulo que eu já tinha dado como encerrado e ter de escrever mais umas linhas. E não, não foi assim tão mau. 
Pelo contrário. Continha personagens que gostei muito. Cenários igualmente adorados. Tinha dias de Sol e uns tantos de Outono, com chuvas ligeiras.
Mas o que custa, é saber que por mais linhas que escreva, o final irá ser o mesmo. Porque não é como uma novela, não temos dois finais alternativos. O guião está traçado, não tenho escolha. Sei de antemão o final. 
A minha esperança prende-se então que as linhas que irei acrescentar durante os próximos meses da minha vida, me irão permitir escrever um próximo capítulo melhor no futuro.

A vida também é isto, é aceitar quando não podemos querer... Porque um dia, a vida muda, e quando muda, é para melhor. Sempre, para melhor.  

Domingo, Janeiro 08, 2012

"One Day"

Quantas vezes usamos a expressão "Um Dia..." 
"Um dia" vou fazer aquilo... Vou ali... Vou ler... Vou visitar... Vou...
Quem sabe, "Um dia" que poderá nunca chegar. 

"One Day" é o título do filme que me fez escrever este post. É mais do que isso. Fez-me ver passar em rodapé todos os meus receios aliados à fatalidade, à fragilidade da vida. 
Descreve tão bem como somos capazes de esconder os nossos sentimentos, de os ignorar - não sabendo o quão ignorantes somos em fazê-lo - de pensar que ainda não chegou a altura certa... 
Descreve como nos camuflamos, como aceitamos o caminho simples, sem reivindicar. 
Como não fazemos o que gostamos só porque pensamos não ser bons o suficiente. 
E, quando "Um dia" acordamos, e ganhamos essa coragem... E finalmente pensamos que só vale a pena viver lutando e vivendo pelo que acreditamos, tudo se desmorona, como um castelo de areia que qualquer maré derruba. 
É tarde. "Um Dia" é demasiado tarde. 
Todo o caminho que fazemos até esse "Dia" é em vão, se não for da forma que nós gostávamos que fosse, com quem nós gostávamos que fosse, a fazermos, o que nós gostávamos que fosse. 

"Um dia", "they all will be gone"... Uns primeiro, outros depois. 
E com certeza, muitas almas nos farão falta. Muitos remorsos ficarão por termos esperado demasiado por "Um dia" que nunca chegará... 
Muitos "Porquês". Muitos "E se"... 
E se... Esse dia, for já hoje? 
"Present is all you got, make the most of it". 
Amanhã poderá ser tarde... 

Quinta-feira, Janeiro 05, 2012

2011

2011 foi pintado numa tela que balançou entre brisas e tempestades tropicais, que teve preto e branco e até arco-íris. Teve Sol e teve Lua, teve muitos dias e algumas noites. Teve Norte, teve Sul. Teve muitas idas, muitas voltas, teve alguns sem regresso.
Teve muitos até breve, até logo, e até nunca mais.
Teve alguns momentos, alguns perenes, outros, escassos.
Teve lágrimas, muitas, doces e salgadas.
Teve sorrisos. Vai ter sempre.
Teve pessoas, más e boas.
Teve essencialmente, essência. Teve Sentimentos. Ainda tem.
Teve-me a mim, vai ter sempre.
E não, Sempre não é demasiado tempo.


Contudo, sê bem-vindo, 2012...

Quarta-feira, Dezembro 14, 2011

I Would Like To Remember...

O que é o Natal. 
Once Upon a Time... 
Alguém me disse que isso significava união da Família... A Reunião dos Amigos. Paz entre eles. A celebração da Partilha e do Amor, religioso ou não. Que era uma quadra especial, que tocava as pessoas...
Mas nos dias de hoje, encontro uma tela pintada de modo bem diferente... 
Encontro uma toalha bonita na mesa, doces e luzinhas... Porém, não encontro mais do que o vazio de todos os dias. 
O silêncio ensurdecedor da minha casa. 
Uma luz que se apaga à mesma hora. Uma noite em que se dorme à mesma badalada.
Na minha mesa não encontro mais do que a mim mesma...
Mas talvez - sim, porque “talvez” deixa-nos sempre tantas hipóteses - seja porque não tenho crianças a correr pela casa, ou porque não tenho de esperar a meia noite para abrir presentes, ou quem sabe porque... O Natal perdeu a essência.

Espero um dia poder reencontrá-lo numa outra mesa... Numa "outra família"... Quem sabe a minha...
E que nessa mesma mesa, entre bolo-rei e o cheiro das rabanadas, se encontre muito amor e carinho... E que eu possa voltar a esperar a meia noite, a Paz, a Partilha...
O Natal. 


Quarta-feira, Novembro 23, 2011

O que é o Twitter...

O tuitas é ter uma TimeLine cheia de Tuitinhos...
É falar em 140 caractéres.
É um "bom dia" todos os dias.
É tuitar no metro, no carro e no comboiinho. No wc. Na cama ou no cinema.
É estar num evento e partilhar... Fazer da tua LinhadoTempo uma linha intemporal.
É sorrir pelo "fellow" mais engraçado... E ter o sorriso mais bonito.
"É imenso".
É partilhar uma insónia.
Um filme.
Um GOLO! *\o/*
Uma música.
Uma notícia.
Um vídeo.
É dar horas 11:11.
É ir no 15.
É estar "Ao acordo do novo abrigo".
É falar de #mines e #mamas e pensar #qsafoda.
É deixares falar de certos "Negócios e trenzinhos" como já tivesses dupla nacionalidade.
É a "minha, a tua e a prima dele".
É beberes "chinesas" em vez de meias de leite.
Em entrares em mood's que nem tu conheces, mas que entras: #Lilimode.
É morar em "Rabarrabos".
É mudares de club para o "Boifike".
É assistires ao nascimento da filha de dois "Folks".
É ter um #nightshift.
É participares em almoços.
É jantares, é pic-nic's, é fazeres o jantar e encher a casa #daCozinha até à sala de tuitos!
É deixares a tua mãe com vontade de tuitar também.
São encontros e despedidas.
É trocares de telemóvel porque devido aos TuitAndroidLovers, também ficaste com o bichinho.
É seguires o JN, o Coelho e Passo a Passo, cada follower.
É teres o teu namorado a partilhar uma linha do tempo e da vida.
É conheceres pessoas que sabes que de outro modo nunca estariam na tua vida, e fariam toda a diferença.
É seres tu.
Sem medo.
Sem preconceitos.
Sem julgamentos.

E Posto Isto...

O Twitter... É isto.

Sexta-feira, Outubro 28, 2011

Mudam-se os tempos...

Mas não se mudam vontades.
Não se tem vontades.
Não se criam vontades.
Criam-se "desvontades".
Criam-se novos pecados, novos vícios.
Mantém-se os defeitos, os preconceitos e conceitos destrutivos.
Mantém-se a indiferença. O vazio.
Mantém-se o incerto, pelo certo.
Mantém-se a zona de conforto desconfortavelmente segura.

Mudam-se o tempos, mas porém, nada muda.
Ninguém muda.


Fala a frustração, sim, porque é humano esse sentimento, de quem conta 365 dias e encontra nos mesmos rostos, as mesmas expressões e marcas de tempo, de quem não se deixa afectar pelo tempo, nem pela mudança. Encontra nos mesmos rostos, as mesmas indiferenças, de quem não se importa, nunca se importou, nunca se vai importar com nada que não o próprio ar nos próprios pulmões.