Pedaços

quarta-feira, dezembro 31, 2014

2014

2014,

Meu safado, hoje é o último dia que passamos juntos mas estou certa que será mais um dos que recordarei.
Foste um poço de surpresas, uma montanha russa... E tantas vezes andamos de cabeça para baixo, ou mesmo de cabeça no ar, e diria ainda, de cabeça perdida. Fez tudo parte.
Se eu tivesse de te resumir a uma palavra? Seria desafio.
Puseste-me tantas vezes à prova. E sabes?... Sou grata.
Obrigada por me teres lançado aos leões, por me teres mostrado que sou capaz. Foi com suor e lágrimas que me mostraste que se saboreiam as maiores vitórias.
Viajamos, fomos a concertos, festas e jantaradas, trabalhamos imenso, fizemos algumas promessas que (ainda) não cumprimos. Também choramos. Fui impaciente contigo e com alguns dos dias que me deste. Com algumas pessoas que nos acompanharam. Sim, eu tu e elas sabemos do meu mau feitio, mas estou certa que não me levam a mal, pois não maroto?
Resta-me agradecer por esta caminhada, que por vezes foi uma corrida de doidos e outra vezes foi um passeio num fim de tarde qualquer; por esta estrada que escolhemos que teve tantas pedras, mas algumas foram preciosas e levo-as comigo, para o teu amigo que chega hoje à meia noite e para a vida.
Espero que o 2015 que me escolheste seja generoso, paciente e que me traga surpresas das boas!!! Arrumei as prateleiras todas cá dentro, deitei fora o que não interessava, arranjei tudo da melhor forma que sei para o receber.
Estarei às 00h00 à espera dele, com os braços e um sorriso aberto, com um coração cheio de esperança e rodeada daqueles que sempre estiveram cá, dos que foram chegando, daquele que tu me trouxeste para lhe dar as boas-vindas.
Prometo trata-lo bem, mas olha, 2014, pede-lhe para ser meigo comigo e com os que amo, sim?

Obrigada,

Até sempre 2014.

Até já 2015.

quinta-feira, setembro 04, 2014

Decisões.

Eventualmente chega o dia em que reconhecemos que é preciso mudar algo.

Mudar sempre foi bom.

E eu quero mudar. Ir embora...

Hoje é o meu dia...
Despeço-me não com um "Adeus" mas com um enorme "Obrigado".

São certamente as boas memórias que deste episódio irão prevalecer em detrimento das menos boas.

Nunca tive jeito para "despedidas", no entanto não posso deixar de referir as pessoas de quem me fui despedindo ao longo do tempo mas das quais não me despedi realmente.

São essas pessoas que me fazem bater a porta atrás de mim, hoje, sem arrependimento.

Se já se foram, o que faço eu aqui?

Fui-vos perdendo... sem saber.

Perdi-me. Perdi tempo. Perdi-me no tempo.
Procurei-vos para me encontrar e soube que de alguma forma vos tinha perdido.
Nos tinha perdido. Me tinha perdido.

Não faz mais sentido seguir um caminho que me traz mais estados de alma tristes do que felizes.

De nada vale quando já não há nada pelo que ficar...

Quando já não se acredita em amanhãs diferentes.

De que adianta correr atrás de comboios que já partiram?

E eu vou-me, na esperança de me reencontrar.

Creio que me perdi algures por aí, pelo que, seguramente, me encontrarei quando menos esperar.

domingo, agosto 17, 2014

Amanhã...

Começa já dentro de 2 horas e 19 minutos...
Amanhã começa um novo capítulo da minha história.
Um novo capítulo mas ainda assim um recomeço. Uma fé num futuro diferente de um passado presente.
"Só não consegue quem desiste" repito para mim baixinho, vezes sem conta... E cheia de medo, ponho os olhos na frente. Mordo o lábio, espero que todos os meus anjos da guarda se lembrem de mim...
Que me empurrem em frente, que me segurem, que cuidem de mim.

terça-feira, julho 15, 2014

Se arrependimento matasse...

Provavelmente já não escreveria este amontoado de palavras.
Diria muita boa gente: "Palavras, leva-as o vento"; "tristezas não pagam dívidas" e para terminar o rol de frases feitas: "Desculpas não se pedem..."; bom, esta nem preciso de gastar o meu tempo a terminar. Quem nunca pediu desculpa?
Hoje tirei do meu tempo (o meu tempo de sono), aquele que nem meu é - o tempo é-nos dado de forma gratuita enquanto o temos - para dizer: Desculpem-me.

Arrependo-me por todas as vezes que fui tão obtusa. 
Tão teimosa. Tão cabra egoísta.
Pelas vezes que não quis ouvir ninguém e pelas em que achei que só eu poderia ser dona da razão.
Por ser intolerante.
Por não valorizar o quanto devia.
Por não verbalizar. Por me retrair quando não devia.
Por me esconder.
Por ocultar.
Por adiar.
Por não correr atrás.
Por todas as vezes que menosprezei o Amor. 
Por todas as vezes em que não disse gostar.
Desculpem as lágrimas que não chorei. As que contive. As que derramei. 
Desculpem-me por não desculpar também. 
Desculpem-me se me atrasei...

Mas ainda assim, perdão.


segunda-feira, julho 14, 2014

Lisboa...

Lisboa são viagens de 300km a partir de casa, da Invicta, o meu lar. São experiências. São momentos. Dos inesquecíveis.
São pessoas. Das insubstituíveis.
São cores. É luz. 
É um idioma que não se traduz.
São abraços, são beijos, são "Olás" e "Adeus" por pedaços.
É o Chiado, a Alfama, Sintra, Belém, Algés.
É correr a capital de lés a lés.
São os meus chãos, os teus e os de ninguém.
É o cais das colunas, o Tourel e os manos do Cacém.
São os tios de Cascais, são os pescadores... 
É o gin da Bica e o hidromel dos trovadores.
Lisboa é um barafustar pela calçada. 
São pessoas cheias de tudo e almas cheias de nada.
Lisboa é tempo que escassa.
Lisboa é fado.
São pessoas más e boas.
São Portas de Sol, de Benfica... São braços de prata.
São corações de ouro.
É o Bairro Alto, é um tesouro.
Lisboa é menina e moça.
São encontros e desencontros... 
São amores.
São histórias.
São sonhos inacabados.
São vidas. Várias. 
Entrelaçadas na minha; que também é tua, Lisboa.

domingo, julho 06, 2014

Todos por um...

A vida consegue sempre surpreender-nos. As pessoas. Quando menos esperamos...
Graças a uma "futilidade", senti bondade onde menos contava. 
Em pessoas que conheci a vida toda e que sempre estiveram do meu lado. Encontrei-as no mesmo sítio.
Em pessoas que conheço mas que raramente falamos e quiseram mostrar que fazem o que for, quando preciso.
Em pessoas que eu não sabia que estavam.
Em pessoas que tem apreço. Naquelas que sempre tiveram respeito. Nas que nunca deixaram de sentir carinho.
Sobretudo, senti bondade de mão dada com a boa vontade.
Pessoas que não conheço mas de algum jeito vou conhecendo todos os dias, que não partilham chãos comigo, mas partilham palavras. 
Pessoas que partilharam da sua bondade, do seu tempo, gratuitamente, por mim.
Não posso expressar a gratidão que sinto.
Obrigada, a ti que perdeste o teu tempo por mim.
A ti, que te preocupaste.
A quem todos os dias se lembrou.
A quem tomou iniciativa.
A quem apelou à sua criatividade por mim.
A quem me fez sentir amiga. Querida. Prezada.
A quem fez do seu amigo, meu amigo também.

No final, posso não ter cumprido o objectivo, mas a caminhada foi gloriosa. Levo o coração cheio. Ganhei amigos.
Relembrei amigos. Dei ainda mais valor aos antigos.


É uma vitória ter tanta gente de bom coração na vida, na linha do tempo, na caminhada pela vida.


Só vos posso estar grata,

Um enorme bem-haja.

Ja ganhei. Tenho-vos.

quarta-feira, maio 07, 2014

O preço das telhas

Creio que a visitei pela última vez em Janeiro... Fevereiro talvez.
A memória atraiçoa-me porque penso muitas vezes nela, e sinto-a sempre perto. 
Cheguei, abracei-a. E foi como se tivesse sido ontem realmente.
Perguntei como estava. Como estavam todos. 
E a Ró? 
"Vai-se aguentando. Agora enquanto ele não for embora, é uma fase muito difícil."
Foi assim que me puxou o tapete. Que a vida me puxou o tapete novamente.

Sabes o preço das telhas?
Eu não. Nunca comecei uma casa do inicío. Muito menos um lar. Nunca estive perto do telhado tão pouco.

A minha casa? Mandei as telhas pelo ar. Mando, ainda mando, pelo menos de todas as vezes que aqui escrevo.

Não tenho telhas de momento que possam esconder o que me dói por te saber a sofrer.  
O quanto eu queria que a vida fosse mais generosa contigo Ró. Sabes? Sabes o quanto?

As telhas partem-se em todos estes momentos que vejo a tua vida escangalhar-se. 
Cada vez que todos aqueles que eu adoro, fazem a vida em pedaços. 

Espero que a vida te permita construíres um outro castelo, com telhados de vidro.
Que te permitam aproveitar cada raio de sol, e que todos os dias tenhas luz na tua vida.
Que em dias de chuva, as gotas apenas escorram pelos telhados... E que possas apreciar a beleza delas. Há dias de chuva com o seu encanto.

Depois do que as telhas encobrem, elas deviam ser muito mais caras, sabiam?

quarta-feira, abril 09, 2014

Encolhendo ombros.

Esqueci-me...
De me preocupar...
Lembrei-me de me esquecer.
Alimento um certo egoísmo.
Partilho uma certa arrogância e frieza de quem nunca fui amiga. 
Aliei-me à ignorância. Não no sentido do saber, mas do não querer saber.
Desprezo falsos moralismos.
Não dou ouvidos a lamúrias.
Chamo tanta coisa de injúrias.
Já não me importo...
Durmo e por vezes acordo.
Penso mas já não reflito.
Avalio mas não julgo...
Nunca minto e nunca me arrependo.
Atiro verdades, repugno futilidades.
Esqueço-me de ser. De ver. De me lembrar. E em boa verdade, também já não quero saber. 

quinta-feira, março 06, 2014

Cegueira

Envelheci ouvindo dizer para não voltar aos sítios onde fui feliz.
Mas eu sempre volto.
Não com intenção, mas perco-me entre acessos de memória e pedaços de recordações guardadas.
É tão simples. 
Fecho os olhos e estás ali. Em tantas coisas, em tantos lugares, em tantas pessoas.
Estás mesmo onde tu não sabes.
Estás onde estivemos... Onde quisemos estar. Onde nunca estivemos. Onde eu fui sem ti, e desejei que lá estivesses.
E sim, eu volto, mesmo com todas as portas fechadas dentro de mim. 

Tranquei-te. Tenho-te trancado. Atravessado.
Para lá das masmorras das memórias, dos pensamentos que afasto, eu ainda te encontro.
Fecho os olhos e sempre te encontro. 
É tão mais fácil viver de olhos fechados. 
E no fim de contas, encontrei-te às cegas... 
E nem cega, jamais, algum dia deixarei de te ver...

terça-feira, fevereiro 18, 2014

Shame on...

"Tomaste consciência de que o que tu sentiste foi vergonha?"
Foi dito assim. Duro. Puro. Cru.
Senti o meu coração recuar... Esconder-se.
Envergonhado.
Toda eu me senti envergonhada, por ter sentido vergonha de ti. 
Por alguém me dar essa bofetada de palavras, que ainda me ardem na cabeça como que se as letras estivessem todas marcadas.
Mas respondi convicta e crua: Sim. 
Foi o SIM mais duro da minha vida, mas também o mais verdadeiro.
Tenho vergonha de ti.
Pela vergonha que me trazes... Pela humilhação que me fazes sentir. Passo os teus actos para mim, por isso sinto vergonha.
"Sim, hoje sei que tive medo e vergonha... Medo de me sentir humilhada." Por actos que não são meus, mas que me envergonham de tal forma como se fossem. 
Será possível?
Ja tive tanto orgulho em ti. Hoje tenho vergonha.
Contudo, gosto de ti...
Vou gostar sempre. Como pessoa... 
Sempre.
E a vergonha que sinto de ti é na qualidade que nos une, porque a nível humano, vais ser sempre o meu espelho... E apesar de imperfeito, lá no fundo, sinto Orgulho disso.
SIM, também Eu sou errante. 

domingo, fevereiro 16, 2014

Carinho

Tenho sonhado, muito. Toda a vida sonhei  bastante. Alguns chamaram-me de sonhadora até...
Esta noite sonhei com carinho... 
Não com carinho por, mas com o sentir carinho.
Há tantos gestos de carinho que ficam presos em mãos que não se unem... 
Em abraços que ficam gelados em braços que não se estendem... Carinho que fica em corações que não se abrem.
Sonhei com carinho.
Ainda o sentia quando acordei.
Sonhei com alguma alma carinhosa que julgo não conhecer, mas que espero  encontrar...
Com os olhos de quem enxerga o bom naquilo que vê...
Quem se expressa em palavras carinhosas...
Quem só tem carinho em si para dar.
Cruzei-me com poucas almas assim até hoje... 
Vi carinho puro em poucos olhares... Mas talvez por ser tão raro, também é tão fácil decifrar...
Sonhei...
Anyway... Obrigada por todo o carinho trocado, no tempo que o sonho me deu para sonhar.

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Walk of life...

"You will never walk Alone..."
E não... Sempre tenho alguém. Um ombro amigo, um anjo escondido.
Uma voz que me guia, uma alma que me guarda. Uma mão que me conduz, uma estrela que é a minha luz...
Uma bússola que me diz qual o caminho a seguir, uma voz cá dentro que se faz ouvir...
Um guia que leva pelos caminhos seguros, me acompanha nos bons e me auxilia nos escuros...
Nunca estou só. Tenho sempre os vossos braços abertos, em dias de céu limpo ou de chuviscos incertos...
Nunca se pode ter tudo, mas nunca posso dizer que não tenho nada... Enquanto vos tiver, caminhando comigo, lado a lado, na mesma estrada.

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Perguntas

Gostaria de poder perguntar, poder saber... Se sentirias a minha falta.
Se procuras quando não estou, se dás sequer pela minha falta.
Se pensas em mim quando vais dormir ou se eventualmente te lembras de mim quando acordas.
Se te preocupas, ou se nem sequer te importas.
Se me saberias pedir desculpa... Se me perguntarias: "quando voltas?"
Se me dirias que precisas desabafar... Se confias em mim para chorar.
Se também te ris comigo.
Se sonhas com outros dias.
Se sabes realmente o que queres, o que realmente importa. O que me importas.
Sabes?
Sabes de mim? Que eu existo?
Sabes o meu nome?


Eu já me esqueci, mas se perguntarem, diz-lhes que eu já...

terça-feira, janeiro 21, 2014

Ideia de negócio

Em tempos de crise diz-se que "migalhas  são pão" ou pelo menos a minha avó dizia. Também se diz que devemos ser empreendedores, inovadores e "não ter medo de arriscar". 
É nesta conjuntura que me surge uma ideia de negócio, que não podia deixar de partilhar convosco: 
Passar atestados. Sim, é isso mesmo, atestados.
Reparem, afinal há tanta gente destemida por aí, e com tanto potencial. Também convenhamos, gerir uma empresa destas não requer muita ciência. 
Qualquer indivíduo, de qualquer faixa etária, independentemente do sexo, localização geográfica, com doutoramento ou 4ª classe, com um palácio ou sem um buraco onde cair morto, está habilitado a passar um atestado.
Passo a explicar: Há seres que nascem iluminados, dotados de uma chico esperteza anormal, que são superdotados em passar atestados de otários e de burrice a terceiros.
Aparentemente basta uma análise leve e superficial para concluir que determinado indivíduo, que por sua vez nem sabe, mas precisa dum atestado, "é muito burro e tem cara de otário, só porque eu sou muito inteligente."
Pois é meus caros, a contar pela quantidade de atestados que são passados sem ninguém lhes pedir nem cobrar nada, deixo-vos o meu conselho: façam dinheiro com isso. Enriqueçam a vossa carteira, já que o vosso cérebro já nada tem a lucrar convosco.

Não queria deixar de aproveitar a oportunidade para agradecer a amabilidade de todos/as aqueles/as que gentilmente sem eu pedir nada, me passaram os ditos atestados gratuitamente. 
Com tanta inteligência só não sei como ainda ninguém tinha pensado nisto.

Fica a dica.

Potencial utente,

LP.

domingo, janeiro 19, 2014

Pieces of me.

Hoje resolvi escrever-te para te lembrar que és um pedaço de mim... Um pedaço quebrado, mas ainda assim enorme. Ainda assim meu, para sempre meu. Somos um do outro.
Tento colar-te a mim, encaixar-te na minha vida da melhor maneira que sei, sempre. Mas, uma peça quebrada, ainda que colada, nunca mais é uma peça, são duas. E tu já não és só duas peças... Já partiste tantas vezes... Lembras-te quantas? Eu não, mas sei que uma das vezes fui eu que te quebrei. E tu quebrado e partido, por fora e por dentro, foste embora.
Tenho remorsos. Muitos. Por isso escrevo-te.
Escrevo porque entre ânsias e insónias, sei que és um dos meus desassossegos. Dos meus pesos nas costas, no coração e na consciência.
Pergunto-me se algum dia me perdoarei por te ter quebrado. Se me perdoas. 
Perdoas, não perdoas? 
Quebra-me lembrar que te quebras um pouco mais todos os dias... 
Estás feito em pedaços. E há peças que já não encaixam... No fim de contas, tudo se deteriora com o tempo, e os anos também passam para ti. 
Gostava que estivesses num sítio mais digno de ti, onde pudesses envelhecer em conforto... 
Onde o teu estado de conservação interior e exterior fosse preservado... 
Gostava de poder cuidar de ti. Todos os dias. 
Mas não posso... 
Nunca me esqueço de ti. Não me esqueço da cola que nos une, nós, pedaços um do outro, partidos, feitos em pedaços, despedaçados, mas pedaços iguais.
Perdoa por te ter obrigado a partir, mas não esqueças que no "museu" do meu coração, serás sempre dos Pedaços mais valiosos. És o maior "P" da minha vida, P.

Patrícia. 

quarta-feira, janeiro 08, 2014

Mafarrico 2013

2013, meu mafarrico... 2012 despediu-se de mim dizendo que tu vinhas aos trambolhões, e vieste mesmo... Disse para eu te receber, ficar contigo, se pudesse, mas para me preparar para sofrer.
Eu abracei-te, recebi-te e aceitei-te tanto quanto pude.
Fizeste-me andar de montanha russa, dançar o tango quando quiseste, sem sequer me avisar. Brigamos algumas vezes, mas nunca deixei de te aceitar.
Vivi-te como te tinha de viver, como todas as pessoas que tive de viver, e não morri. Amei-te sempre. Amei sempre.
Mas... Agora que te foste embora, vou abraçar 2014 sem nunca te esquecer; Sim, prometo-te!
Também tivemos tantos dias de sol,não tivemos? É a esses e aquelas pessoas todas que me fazem querer sempre ser melhor, que me fazem bem e melhor, aquelas (e só aquelas) que me amam e me concedem o carinho de serem amadas por mim que quero me envies para 2014, sim?
Fazes isso em honra do que de nós ficou? Tenho a certeza que sim, pois levar-te-ei comigo.
Até sempre, "porque sempre, não é demasiado tempo."

segunda-feira, janeiro 06, 2014

Sal...

Esqueci-me do sabor delas... Acho que a última vez que as tinha provado foi no dia do meu aniversario.
Durante um daqueles telefonemas em que mesmo sem querer te tocam nas feridas. Talvez pela sensibilidade do dia ou mesmo quem sabe pelo simples facto de estar a envelhecer, provei-as.
Depois disso não me lembrava de ter voltado a acontecer.
Até hoje.
Voltei a prova-las e estavam algo diferentes. 
Mais salgadas... Estavam guardadas já há muito. Como que em fase de congelamento...
Eram pesadas... Carregadas de tanto. De tudo. E nada.
Ferviam agora. Cara abaixo. Em silêncio.
Vinham do vazio, caiam no vazio, pelo vazio.
Seguiram-se umas doses delas...
...