Pedaços

quarta-feira, dezembro 14, 2011

I Would Like To Remember...

O que é o Natal. 
Alguém me disse que isso significava união da Família... A Reunião dos Amigos. Paz entre eles. A celebração da Partilha e do Amor, religioso ou não. Que era uma quadra especial, que tocava as pessoas...
Mas nos dias de hoje, encontro uma tela pintada de modo bem diferente... 
Encontro uma toalha bonita na mesa, doces e luzinhas... Porém, não encontro mais do que o vazio de todos os dias. 
O silêncio ensurdecedor da minha casa. 
Uma luz que se apaga à mesma hora. Uma noite em que se dorme à mesma badalada.
Na minha mesa não encontro mais do que a mim mesma...
Mas talvez - sim, porque “talvez” deixa-nos sempre tantas hipóteses - seja porque não tenho crianças a correr pela casa, ou porque não tenho de esperar a meia noite para abrir presentes, ou quem sabe porque... O Natal perdeu a essência.

Espero um dia poder reencontrá-lo numa outra mesa... Numa "outra família"... Quem sabe a minha...
E que nessa mesma mesa, entre bolo-rei e o cheiro das rabanadas, se encontre muito amor e carinho... E que eu possa voltar a esperar a meia noite, a Paz, a Partilha...
O Natal. 


quarta-feira, novembro 23, 2011

O que é o Twitter...

O tuitas é ter uma TimeLine cheia de Tuitinhos...
É falar em 140 caractéres.
É um "bom dia" todos os dias.
É tuitar no metro, no carro e no comboiinho. No wc. Na cama ou no cinema.
É estar num evento e partilhar... Fazer da tua LinhadoTempo uma linha intemporal.
É sorrir pelo "fellow" mais engraçado... E ter o sorriso mais bonito.
"É imenso".
É partilhar uma insónia.
Um filme.
Um GOLO! *\o/*
Uma música.
É ir ao Alive e teres uma TimeLine inteira a votar por isso!
É os amigos dos amigos. 
É passar do Facebook para o Twitter.
Uma notícia. 
Um vídeo.
É a realidade ao minuto. 
É dar horas 11:11.
É ir no 15.
É estar "Ao acordo do novo abrigo".
É falar de #mines e #mamas e pensar #quesafoda.
É ser "spoilento".
É a "minha, a tua e a prima dele". 
É ter Manus, manas, afilhados e compadres.
É beberes "chinesas" em vez de meias de leite.
É morar em "Rabarrabos".
É assistires ao nascimento da filha de dois "Folks".
É ter um #nightshift.
É participares em almoços.
É levares o mac para cima da bancada porque não passas sem a tua LinhaDoTempo. 
É jantares, é pic-nic's, é fazeres o jantar e encher a casa #daCozinha até à sala de tuitos!
É deixares a tua mãe com vontade de tuitar também.
São encontros e despedidas.
É teres a melhor app para o twitter.
É onde vês de tudo. 
É um #dodasse. 
São pessoas que se seguem, mas lado a lado.
É conheceres pessoas que sabes que de outro modo nunca estariam na tua vida, e fariam toda a diferença.
É seres tu.
É extrapolar.
Sem medo.
Sem preconceitos.
Sem julgamentos.

E Posto Isto...


O Twitter é Bello.
O Twitter... É isto.

sexta-feira, outubro 28, 2011

Mudam-se os tempos...

Mas não se mudam vontades.
Não se tem vontades.
Não se criam vontades.
Criam-se "desvontades".
Criam-se novos pecados, novos vícios.
Mantém-se os defeitos, os preconceitos e conceitos destrutivos.
Mantém-se a indiferença. O vazio.
Mantém-se o incerto, pelo certo.
Mantém-se a zona de conforto desconfortavelmente segura.

Mudam-se o tempos, mas porém, nada muda.
Ninguém muda.


Fala a frustração, sim, porque é humano esse sentimento, de quem conta 365 dias e encontra nos mesmos rostos, as mesmas expressões e marcas de tempo, de quem não se deixa afectar pelo tempo, nem pela mudança. Encontra nos mesmos rostos, as mesmas indiferenças, de quem não se importa, nunca se importou, nunca se vai importar com nada que não o próprio ar nos próprios pulmões.

quinta-feira, maio 05, 2011

Uma amiga chamada... Champagne.

A vós, mulheres, um brinde.
Porque sabem quando nos apetece ficar de mão dada a uma
garrafa de champagne, enterradas no sofá, com longas conversas, profundamente vagas.
Não porque tenhamos algo para celebrar.

...Mas porque queremos esquecer...

No fim de contas.... Apenas esquecemos que...

Somos sempre um copo meio cheio. Nunca um copo meio vazio.


sexta-feira, março 18, 2011

Depois de um tempo...

Deixas de apontar o dedo, perdoas, abres mão da mágoa e escondes as cicatrizes... Mais do que isso, começas a acreditar que afinal a outra pessoa até podia ter a razão dela. É o ponto de viragem. Vives com indiferença. A Paz acaba por chegar. Um dia acordas e lembras-te, mas simplesmente já não sentes nada.

Ir embora por vezes significa começar de novo. Mudar para melhor. Aliás. Significa sempre.
Hoje, também eu era capaz de bater a porta atrás a mim, pegar nas minhas coisas e sair, tal como tu. Afinal, a cobardia mora em que se resigna. "Home is where your heart is." Não sei em concreto onde ele está neste momento, mas sei que aqui não é mais aquilo a que eu chamo lar.



quinta-feira, janeiro 20, 2011

Na corda bamba...


Quando somos movidos da nossa confortável caminhada e colocados sobre uma corda bamba, sem rede por baixo para nos amparar, sem ninguém para nos suportar na queda...
O nosso coração acorda, o nosso cérebro corre a velocidades doidas, e sabemos que no momento da nossa queda, quer para um lado, quer para o outro, o mundo parará para nos ver cair... Nunca sabemos quais os que irão bater palmas, quer pelo sucesso, quer pelo fracasso. Palmas de felicitação. Ou de sarcasmo.
É quando estamos sobre essa corda, ou com ela no pescoço, que facilmente nos apercebemos do peso de cada escolha da nossa existência, do peso de cada pessoa, e quais as consequências que cada jogada no nosso tabuleiro de xadrez chamado vida, tem.
Temos sempre duas opções, temos sempre dois caminhos... Apenas numa corda. E... Temos pessoas, e não existem más nem existem boas.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Last night somebody saved my soul.

Há dias da nossa vida que nascem para nos iluminar, literalmente. Para que nunca mais adormeçamos iguais.
Ontem foi um desses dias.
Alguém salvou a minha alma. Me recordou que eu tenho Luz própria. Que não preciso nem vivo à sombra da Luz de ninguém.
Às vezes esqueço-me que também eu brilho. Esqueco-me de mostrar isso a quem me rodeia.
Mas não é tarde. Novo amanhã, começa hoje mesmo.
Hoje vou brilhar. Amanhã. Depois.
Desculpem se o meu brilho cegar, mas não vou mais deixar de o fazer. Quem vagueava cegamente era eu.
Esqueci-me dos princípios, os valores e os ideais que carrego, com os quais me visto.
Esqueci de vos dizer que sou dona de uma força inabalável.
Esqueci-me.
Mas hoje estou para aqui para vos dizer que vou fazer ouvir a minha voz, num timbre mais grave.
Vou deslizar descalça e terei a mesma altura.
Não usarei na mesma óculos escuros mas verão finalmente a cor dos meus olhos.
Não serei mais "politicamente correcta" ao ponto de ficar muda quando sei exactamente o que dizer.
Não ignorarei mais faltas de apreço, respeito, nem juízos de valor acerca da "Liliana". Sim, porque eu Adoro o Meu nome, do primeiro ao último, e como tal, exijo-lhe respeito.
E a todos quantos me conhecem a essência, por todos os momentos em que a viram turva... Desculpem, mas a guerra entre mim e as minhas máscaras acabou.

Because Last Night Somebody Saved my soul. My Life.