Pedaços

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Hoje, o Mar Sou Eu.


Dizem que todos fazemos um luto quando alguém parte da nossa vida, física e emocionalmente... Ou às vezes só a segunda.

Quando alguém adormece para a eternidade, fazemos o funeral, choramos, vestimos o preto... Com a certeza que essa pessoa viverá para sempre do nosso lado.
Contudo, há pessoas que estão vivas e já morreram no nosso coração... 
Tentamos deitar todas as memórias ao vento, mas o vento é incerto... Às vezes sopra na direcção errada. Quantas vezes já não te virou o guarda-chuva?
Mas isso não nos impede de apertar o casaco ainda com mais força, e ainda que com varetas partidas, continuemos a caminhar em frente. Ainda que o vento seja gelado, que nos faça perder lágrimas de violento que é para os olhos, apertamos mais a mão no nosso "guarda-chuva". Sem largar. Nunca.
Porque o vento, é incerto. 

Já o Mar...
O Mar quando enraivecido não deixa de ser o que é. Não deixa a sua beleza. Não deixa de se desfazer e levantar. Não deixa de fugir e regressar. Não deixa de perder, mas ganhar. De manhã é baixo, de tarde é alto. 

E hoje, "O Mar Sou Eu". 


terça-feira, fevereiro 12, 2013

Adeus.

Sabes que nunca dissemos "Adeus". Não gostava da palavra. Nunca gostei. Dizia "Até amanhã", e recebia um "Se Deus Quiser".
Hoje foi diferente.
Hoje vou dormir com a minha vida mais vazia... Com a minha alma mais incompleta... Com o coração esmagado, pelo teu Adeus...

Adeus Avó.

Ou até Sempre... Porque Sempre, não é demasiado tempo.

domingo, fevereiro 10, 2013

Perda de tempo.

Não gosto de ver quem gosto a perder tempo...
Das mais variadas formas.

Não gosto de ver quem perde tempo a tentar fazer um relógio voltar ao passado...
Não gosto de quem fica parado à espera dum passado que não volta, dum futuro que não chega, daquele que nunca vem.
Não gosto de quem se deixa congelar pelo orgulho. De quem perde tempo a adiar o inadiável. De quem perde tempo de vida com mágoas e ressentimentos.
Não gosto de quem não sabe imortalizar momentos no seu coração, de quem não vira a mesa, de quem não atira coisas para o chão, de quem não muda de trabalho, de quem não vive o seu tempo, de quem não conhece o perdão.

Gosto de quem abre o coração, de quem ama de paixão, de quem não tenta esconder o melhor de si, de quem sorri de coração aberto... De quem estende a sua mão.
Gosto de quem despeja a sua alma, em palavras, em gestos, em atitudes.
Gosto de quem come com a mão, de quem canta a desafinar, de quem tem o mundo na palma da mão...

Algumas almas protegem-se demasiadamente.
Do Amanhã, do Amor, da Dor, da sua própria Mente.

Vale a pena viver desse jeito?
Não vale, certamente.