Pedaços

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Hoje, o Mar Sou Eu.


Dizem que todos fazemos um luto quando alguém parte da nossa vida, física e emocionalmente... Ou às vezes só a segunda.

Quando alguém adormece para a eternidade, fazemos o funeral, choramos, vestimos o preto... Com a certeza que essa pessoa viverá para sempre do nosso lado.
Contudo, há pessoas que estão vivas e já morreram no nosso coração... 
Tentamos deitar todas as memórias ao vento, mas o vento é incerto... Às vezes sopra na direcção errada. Quantas vezes já não te virou o guarda-chuva?
Mas isso não nos impede de apertar o casaco ainda com mais força, e ainda que com varetas partidas, continuemos a caminhar em frente. Ainda que o vento seja gelado, que nos faça perder lágrimas de violento que é para os olhos, apertamos mais a mão no nosso "guarda-chuva". Sem largar. Nunca.
Porque o vento, é incerto. 

Já o Mar...
O Mar quando enraivecido não deixa de ser o que é. Não deixa a sua beleza. Não deixa de se desfazer e levantar. Não deixa de fugir e regressar. Não deixa de perder, mas ganhar. De manhã é baixo, de tarde é alto. 

E hoje, "O Mar Sou Eu". 


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