Quantas vezes usamos a expressão "Um Dia..."
"Um dia" vou fazer aquilo... Vou ali... Vou ler... Vou visitar... Vou...
Quem sabe, "Um dia" que poderá nunca chegar.
"One Day" é o título do filme que me fez escrever este post. É mais do que isso. Fez-me ver passar em rodapé todos os meus receios aliados à fatalidade, à fragilidade da vida.
Descreve tão bem como somos capazes de esconder os nossos sentimentos, de os ignorar - não sabendo o quão ignorantes somos em fazê-lo - de pensar que ainda não chegou a altura certa...
Descreve como nos camuflamos, como aceitamos o caminho simples, sem reivindicar.
Como não fazemos o que gostamos só porque pensamos não ser bons o suficiente.
E, quando "Um dia" acordamos, e ganhamos essa coragem... E finalmente pensamos que só vale a pena viver lutando e vivendo pelo que acreditamos, tudo se desmorona, como um castelo de areia que qualquer maré derruba.
É tarde. "Um Dia" é demasiado tarde.
Todo o caminho que fazemos até esse "Dia" é em vão, se não for da forma que nós gostávamos que fosse, com quem nós gostávamos que fosse, a fazermos, o que nós gostávamos que fosse.
"Um dia", "they all will be gone"... Uns primeiro, outros depois.
E com certeza, muitas almas nos farão falta. Muitos remorsos ficarão por termos esperado demasiado por "Um dia" que nunca chegará...
Muitos "Porquês". Muitos "E se"...
E se... Esse dia, for já hoje?
"Present is all you got, make the most of it".
Amanhã poderá ser tarde...